O estranho caso da Fukushima mental…
1ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 04Ago2018.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2018/08/04/o-estranho-caso-da-fukushima-mental/
Ou, o “Ragnarok da Sanidade”, ou, “A Viagem no Tempo”, ou “O Dia em que a Terra Parou”. Ou continuou a andar, ou meteu outra mudança, sei lá…
Pois é… A minha vidinha continua cheia de coisinhas engraçadas. (Nota: procurar uma definição sarcástica para “engraçadas”.)
Senão, vejamos. Como já vem sendo hábito há uns meses, nunca tenho tempo para fazer aquelas coisas que pretendo fazer, pelo menos, em condições. É frequente fazer umas, ficando as outras num stand-by que se prolonga. E, como sempre, deito-me tarde e acordo cedo. Além disso, o stress que se vem acumulando e algumas situações que escapam ao meu controle, vão fervilhar num pequeno caldeirão que todos temos dentro de nós, até explodir. Mas… Como eu sou eu, ao invés de explodir, implodi! Ó vida macaca…
Para vos situar, e a mim próprio também, já agora, na Terça-Feira (31 de Julho), o dia corria como sempre. Nada de invulgar sequer.
Como sempre, venho almoçar a casa. Chego, dou comer às tartarugas, acho que coloquei o pássaro lá fora, ao Sol, abri uma cerveja, bebi uns goles e…
…Tomo consciência de que estou a ver alcatrão, enquanto caminho. Olho em volta, espantado/assustado, e vejo que o que me pareceu ser a Serra dos Candeeiros, pelo tipo de relevo e vegetação, que fica a nascente de casa, lá bem longe, e que está agora a poente.
Noto também que todo o corpo me dói, quase como se tivesse sido atropelado por uma manada de vacas leiteiras, em debandada para ir ter com o Vitor (é o moço que limpa os sanitários com água quentinha, lá na empresa, conhecido pelo seu balde amarelo e parecer que anda a vender melões, quando o traz no braço, à laia de uma carteira de senhora…). Parecia que estava a carregar uma tonelada de pedregulhos às costas, tais as dores no “lombo”, e as minhas pernas davam a sensação de terem sido substituídas por dois troncos de sobreiro, com bolotas e tudo. E o formigueiro? Se fechasse os olhos, acreditaria com facilidade que estava coberto de formigas, daquelas grandonas e patudas!
Tenho também uma daquelas dores de cabeça épicas, das tais que só acreditamos poder ser causadas pelo impacto de um tractor desgovernado, algures entre a cana do nariz e a linha do cabelo, que no meu caso, em breve será algures para os lados da nuca…
E uma sede… Acho que, naquele momento, o Tejo seria um fiozinho de água. Até podia estar cheio daquelas porcarias das fabriquetas porcalhonas de celulose, que, se o rio tinha água, eu tinha sede para lhe fazer frente.
Quando “acordei”, apesar das dores e da confusão causada pela situação, tive a lucidez de procurar ajuda. Sabia que estava numa alhada estranha e surreal. Ou então, a sonhar. Mas doía tanto que só podia ser a realidade. Além disso, não havia moças nuas…
Mas estava numa estrada, em plena Serra dos Candeeiros, numa subida. Onde estava eu, e, porque carga de água, tinha eu ido ali parar?
Não sabia se tinha chegado ali de carro e onde o teria largado. Se tinha apanhado boleia. (E porquê, já agora? Se era suposto ter voltado ao trabalho após o almoço!) Se tinha sido vítima de algum assalto. Se, como algumas colegas minhas depois sugeriram, teria sido violado(?). (Bem, hehehe, se foi isso que aconteceu, agradecia à moça(s) que enviassem um vídeo do acto, ou fotos. Fotos também é bom… Se não tiverem, podem ser fotos apenas vossas, com pouca roupa, para ver se me volta a memória. E, mesmo que não tenham nada a ver com isso, podem mandar na mesma… (Eh pá, menores é que não!!! Tudo para cima dos vinte e tais, que antes disso, a mocidade de agora parece ter uma mentalidade de jardim de infância…)
‘Tá bonito, tá…
Apalpando os bolsos das calças (tinha a roupa de trabalho vestida), vejo que estão completamente vazios. Talvez estivesse uma traça morta num deles, mas, de resto, nada.
Passa um carro, mas eu, de tão atarantado, nem me lembrei de levantar um braço. Ou uma perna… Ou de baixar as calças…
Continuo a subir? Desço? Olhando para a recta atrás de mim, alcatrão até onde se consegue ver. Mais perto, na subida, uma curva. Podia ser que houvesse lá algum local onde pudesse pedir ajuda.
Penosamente, lá dobro a curva. E vejo, a uns 100 ou 200 metros (costumo ser razoável a avaliar distâncias, mas, naquele momento, 1 metro e 5 quilómetros eram a mesma coisa), uma vivenda.
Lá me vou aproximando, com uma sensação cada vez mais pesada no peito, que me dificultava a respiração.
“Qué q’se passou?”, “O que estou eu aqui a fazer?”, “Onde é que eu estou?”, “Que horas são?” (Nunca ando com o relógio. Vejo as horas no telemóvel. Ou pergunto a alguém…), “Como vim aqui parar?”, “Porque é que o palhaço do Sócrates ainda está cá fora?”. Estas, e outras questões, preenchiam a minha existência, enquanto caminhava dolorosamente até à residência.
Lá consigo dar com as campainhas, e toco a ambas, enquanto me deixo cair sentado, com o dilúvio de baba e ranho que já se fazia anunciar. Não tenho vergonha alguma em o admitir, mesmo havendo muitos neandertais que digam que isso “não é de homem”, mas chorei com gosto. Não sei se de alívio por ver um porto seguro, mesmo sendo uma casa estranha, se de desespero por me encontrar naquela situação atroz. Naquele momento, todo eu era dúvidas…
Lá surge uma senhora, acredito que assustada, por ver um estranho choramingas ao fundo da escada, a quem eu imploro para que chame uma ambulância. Ela lá desce, e eu tento responder, entre choro e dores no peito, a questões para as quais eu também não tinha resposta.
Acidente? Identificação? O que aconteceu? Se tomei alguma coisa?…
Para essas questões, a resposta só poderia ser negativa. Mas sabia o meu nome, onde morava, tudo.
Perguntei-lhe onde estava. “Serro Ventoso”. “Onde fica isso?”. “Perto de Porto de Mós, como quem vai para Santarém.” (Fiquei na mesma. A minha senhora disse-me, depois, que já ali tínhamos passado uma ou duas vezes, mas, para mim, aquela zona era, e é, absolutamente estranha.)
“Fica a que distância de Alcobaça?”. A senhora, virando-se para a filha (presumo que fosse esse o grau de parentesco.), lá chegam ao número de “cerca de 27 quilómetros”.
“Que horas são?”. “Quase 5 e meia.” (Cerca de 4 horas e meia depois da recordação mais recente.)
Senti-me completamente perdido. A noção de que 4 horas e meia da minha vida estavam enterradas algures, aprofundou, e muito, as minhas dúvidas quanto à minha sanidade.
“Isso já lhe aconteceu mais vezes?”. “Não. Minha senhora, eu não sei o que aconteceu. Se fui assaltado ou se deixei o carro em algum sítio. Só sei que, de repente, estava ali ao fundo da estrada. Não sei como vim aqui parar, mas pelas dores nas pernas, devo ter vindo a andar. Eu não sou maluco! Ou, pelo menos, não o era até à pouco…”.
E pedi água. Rios de água! A coitada da filha da senhora deve ter trazido uns 6 ou 7 copos de água, que eu emborquei com gosto. Nunca a água me soube tão bem!
A senhora interroga-me se sabia o contacto de algum familiar, o que, para aumentar o meu desespero, me lembrou de que apenas sei o meu número de telemóvel. Nem o da minha esposa sei de cor…
Disse-lhe o número, apontando que não sabia do meu telemóvel. Se mo tinham roubado, se o tinha perdido, ou se estava em casa. Ela disse que ia primeiro ligar, antes de chamar, ou não, uma ambulância.
Atende a minha esposa. A senhora explica os parcos detalhes da situação em que eu me encontrava, e passa-me o telemóvel, onde a minha chorosa esposa me pergunta o que aconteceu. (Excelente pergunta! Agora, quanto à parte da resposta…). Até a GNR já lá estava em casa! (Provavelmente, a vasculhar “a minha zona”, à procura de pornografia e de pintadeiras, para medir e fotografar, para enviarem os dados ao Lino. Devem ter encontrado “Os cento e vinte dias de Sodoma”, de Sade, que andava a ler. Mas esse, até estava em cima do sofá… Espero que não tenham ido ao frigorifico e me tenham rapinado um pedaço de queijo…).
Esclareci algumas dúvidas. O carro estava à porta do prédio. A minha carteira, telemóvel e a caixinha de enrolar tabaco, que só falta dormir comigo, estão ali em casa. E não almocei. O comer ficou no micro-ondas. (Nem sei se o cheguei a aquecer, ou não.)
Foram as minhas colegas que a alertaram de que eu não tinha ido trabalhar da parte da tarde, como seria suposto, uma vez que até estava a meio de uma encomenda, e que não respondia às várias chamadas que já tinham feito.
Ela lá apanhou boleia para casa, para ver se eu não teria adormecido, ou outra coisa qualquer. Pois… Foi outra coisa qualquer…
(Como tenho um gravador de chamadas no telemóvel, pude, na manhã seguinte, inteirar-me de algumas coisas, uma vez que parte das chamadas que ela fez, foram do meu telemóvel. Fiquei a saber que houve patrulhas a passar perto das zonas onde costumo andar a detectar, apesar de ela ter dito que o equipamento estava ali em casa, quando interrogada por um dos guardas, que já conhecemos desde os tempos do Liceu, e com o qual já tivemos algumas conversas acerca do meu passatempo.)
Pergunta-me se quero que ela me venha buscar. Dividido entre ir ao Hospital, e regressar à familiaridade e conforto do lar, claro que tinha que ser sensato. “Aluga um táxi.”. Ela pede para falar de novo com a senhora, em que acertam os detalhes da localização da casa da senhora.
Devo ter esperado cerca de 30 minutos. Ou 300… Eu, apesar de acordado, não estava com grande noção do tempo. Presumo que, além da trapalhada em que me encontrava, a insolação, ou princípio da mesma, também tinha o seu dedão viscoso na minha miséria. (Já em casa, quando fui tomar um banho, vi, no espelho da casa de banho, que, apesar de termos ido à praia e já ter algum “bronze”, do colarinho da t-shirt para cima, eu estava bem chamuscado, com uma linha de fronteira bem definida, como se costuma encontrar naquilo que se chama de “bronze de pedreiro”.)
“Estarei a ficar taralhouco como aqueles velhotes que vão dar um passeio, e são encontrados dois anos depois, uns, em esqueleto, outros, a viver numa gruta, com dois texugos e uma galinha, reféns dos seus devaneios sexuais?”.
Ei-la que chega. E o que mais me doeu, até mais que aquela situação em que estava, foi a cara da minha pequenita. Acho que estive a um cabelo de rebentar com o choro…
Dou um beijo de agradecimento à senhora e peço muitas desculpas, afirmando, algo timidamente, que não era doido.
E eis que volto para onde nunca deveria de ter saído. Excepto para trabalhar, é claro.
Agora, olhando para trás, acredito que, apesar de lúcido, não estaria a 100%. Lembro-me de perguntar durante a viagem de regresso, algumas vezes à minha esposa se ela tinha alguma coisa para a dor de cabeça. Isso, e as horas… Acho que ela respondia sempre, pacientemente.
Deviam de ser quase 7 da tarde, e, o facto de ter dado aquele “passeio”, aparentemente sem água, e com meia torrada do pequeno almoço e alguns cafés que fui tomando pela manhã, além de meia cerveja que bebi em casa, no estômago, deixaram-me um bocadinho debilitado. Pois, um bocadinho…
Tomei banho. Deitei-me. Acordei. Levantei-me. Deitei-me. Tentava explicar à minha esposa uma coisa para a qual eu só tinha questões.
É. Não foi o meu melhor momento…
Mas lá adormeci, até de madrugada.
Acordo, e o corpo continua dorido, moído e pesado. “Diz que vou descansar mais umas horas, a ver se estas dores passam.”.
Ela foi trabalhar, e eu dormi mais um bocado. Acordei e li umas páginas do livro. Adormeci, e voltei a acordar para ver um pouco de televisão. Mais valia ter continuado a dormir! Os programas matinais dos canais portugueses são mesmo lixo para alimentar as massas ignorantes.
E as dores continuavam. Até parece que aumentavam, por estar deitado.
Mas, mentalmente, sentia-me mais relaxado e descontraído do que antes daquele triste episódio. Continuava baralhado com as dúvidas que o evento criou, é claro, mas já não me sentia tão tenso entre as orelhas.
“Bem. Eu aqui não faço nada, nem resolvo nada.”.
Almoço, e apresento-me ao trabalho. Vou a entrar na empresa e vem logo uma cusca disparada na minha direcção. “Antes que perguntes o que quer que seja, digo-te que sabes tanto como eu.”. “Vai ao médico.”, “Patati patata…”, e mais umas nhónhíces…
Aparentemente, no espaço de um dia apenas, eu tinha sido promovido a celebridade! Claro que eram poucos os que tinham “lata” de me vir perguntar alguma coisa, uma vez que sou conhecido por dar respostas, digamos, algo invulgares e pouco ortodoxas.
“Então? Vieste trabalhar?”. “Já não tenho tabaco na caixa, e tenho-o ali na mochila.”, foi a melhor desculpa que encontrei. E, “Rita, o dia do passeio é para férias.”. Mas, trabalhar é o melhor remédio.
A pouco e pouco, o pessoal do armazém lá se foi metendo comigo e dei por mim a gozar com a situação. E elas ajudavam à festa. Acabou por ser a melhor maneira de lidar com uma situação invulgar.
“Uns, para descomprimir, vão às p*tas. Eu, vou para a Serra.”, e, quando me perguntaram se não tinha levado o detector, “Ó, quando ando com o detector, ando muito devagarinho. Se fosse para o lado de Alcobaça, o pessoal que sai às 5, apanhava-me logo!”
Mas acabei por comparar a minha “aventura” a um telemóvel. Ao fim de um certo tempo, os erros começam a acumular-se. Muitos programas com cache a entupir a memória, etc. Começa a ficar lento na resposta e a dar muitos erros. Desliga-se, volta-se a ligar e está tudo bem.
Nem que seja para me convencer a mim próprio, acho que foi mais ou menos isso que se passou.
Ao fim do dia, em conversa com a minha senhora, tive mais uma “surpresa”. Estava absolutamente convencido de que era Quinta-Feira, e até o juraria a pés juntos, quando na verdade ainda era Quarta.
Algo se passou entre mim e o Tempo… Roubou-me 4 horas e meia, e deu-me um dia inteiro… Ou fez-me avançar para o futuro um dia, deixando o resto da Humanidade presos na Quarta-Feira… Hmmm… Nesse caso, o Tempo roubou-me um dia e umas horas… E isto começa a ficar confuso…
Mas tenho quase a certeza de que não descobri, de um minuto para o outro, o segredo das viagens no tempo… Mas descobri que, coisas que nos deixam com a sensação de uma viagem no tempo, têm uma carrada de consequências a nível físico e familiar. E nenhuma delas é pera-doce!
Eu brinco, é verdade, e até pode parecer pouco sensato. Mas tenho perfeita noção da gravidade da situação. E das situações que daí poderiam resultar.
Por onde fui? Se andei sempre na estrada, usei as passadeiras, ou atravessei “à bruta”? Andei sempre apeado? Poderei ter causado algum acidente? Poderei ter sido rude ou menos correcto com alguém? Como, e onde, passei eu a Nacional 1/IC2 para o outro lado, com o trânsito medonho que lá costuma haver??? Onde raio queria eu chegar/ir??? E se me dá para meter mato adentro? E, porque, uma carrada de parágrafos depois, o Sócrates ainda está livre? Onde tenho que me dirigir para que aquelas horas me sejam devolvidas? Com juros de mora, de preferência…
Deu-me para andar, mas também podia ter dado para pegar no detector, e ir para cima da linha do comboio, ver se havia diferença entre os valores dos sinais de um comboio regional e um intercidades. Claro que deveria de recuperar a sanidade quando o comboio estivesse a 10cm do meu nariz! Até estou a imaginar o maquinista, ao sentir o embate… “Raio das vacas! Sempre no meio da linha. Olha! Esta até tinha um detector!”…
Ou então, ia ver se aquele poço é tão fundo como parece…
Pois… A coisa podia ter dado mesmo muito para o torto…
A minha senhora não disse nada, mas acho que ela já está a pensar fazer um Seguro de Vida em meu nome… (Quando ela começar a esfregar as mãos, amarro-me ao bidé e dali não saio!)
E lá me convenci de que tenho mesmo de ser visto por um médico. Se fosse às Urgências, com a minha mísera sorte, ainda era atendido por um médico que seria uma cópia fiel de Estaline, secundado por uma enfermeira com um bigode “à Hitler”…
E, claro que tinha que ser, o meu médico de família está de férias. Mas, Segunda-Feira, lá devo conseguir uma aberta para ser consultado por outro médico, uma vez que o meu caso é sério. Olhem se não fosse??? Qualquer dia estão a chamar os idosos às consultas, para irem lá mudar o penso ao cordão umbilical…
Hehehe… Eu e os Médicos de Família… Depois de dois se terem reformado, já vou no terceiro. Tenho ali umas análises para lhe mostrar. Mas já as fiz foi há quase 2 anos. Se calhar vou ter que fazer outras… E depois lá vem ele, consultando o computador, com a conversa do “você tem aqui a vacina do Tétano atrasada.”. Se ele vir bem, já a devia de ter levado em Maio de 2005!!! (Perdi agora uma carrada de tempo à procura do meu Boletim de Vacinas! Até pensava que ela já estava há mais de 20 anos atrasada. Mas não… O atraso é de apenas 13 anos…)
Se for a ver bem a coisa, eu até já sou um perigo para a saúde pública…
Quanto a saídas com o detector, durante uns tempos, vão ser coisa proibida para a minha pessoa.
Tenho aqui um pequeno aparelho de GPS que funciona com um cartão de telemóvel. É só ligar para o número do cartão, e recebe-se uma mensagem com um link para o Google Maps, onde é indicado visualmente, e com coordenadas, a localização do aparelho. Tenho que comprar um cartão para ele, e arranjar maneira de o ter junto ao corpo, não me vá “apetecer” largar o equipamento ali, e ir ver as vistas para outras bandas…
Mas ainda tenho que conversar isso mais a fundo com a Marta. O mais provável será ela querer que eu ande com o aparelho espetado no cú, para não o perder…
Bem, eu ando sempre a queixar-me de que preciso de férias desta coisa da detecção… Parece que, pelo menos um dos meus desejos, se realizou.
Agora, vou tomar uma banhoca. Pode ser que a Érica Fontes me apareça aqui à porta…
Uma coisa boa resultou desta trapalhada toda. Pesei-me no trabalho, como de costume, na balança que usamos para pesar as paletes, e emagreci dois quilos!
