Saída 30Dez2016
A maior prata do ano, apesar de fatela, na última saída do ano…
1ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 01Jan2017.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2017/01/01/saida-30dez2016-a-maior-prata-do-ano-apesar-de-fatela-na-ultima-saida-do-ano/
Hoje, estando o inventário terminado antes do almoço, sugeri à minha chefe uma balda da parte da tarde. Ela acedeu, desde que a malta ainda tivesse umas horitas por gozar. Por norma, isso é coisa que não me falta.
Almoço e, permanentemente em pulgas, esperei pacientemente que a minha esposa voltasse das compras. Ei-la que chega, e eu que parto, se bem que mais tarde do que seria expectável.
Como não tinha muito tempo, voltei para o terreno do Domingo passado, onde encontrei uns Dinheiros a dar para o explodido e um pequeno punhado de balas. Vendo os níveis de chumbo na caixa do mesmo, resolvi tratar da reposição do stock.
Mas hoje nem saiu muito. Quando quero moedas, calha-me chumbo. Quando procuro balas em chumbo, calham-me moedas. Está decidido, na próxima saída vou procurar chumbadas da pesca em pleno pinhal…
Estaciono e equipo-me a rigor. Uns quantos mirones, que andavam às pinhas e pequenas braças de pinheiro que ficaram do abate, olhavam-me como se eu fosse um transsexual nú que tinha acabado de aterrar de para-quedas. Um velhote de tractor, ao passar, olhou-me com tanta curiosidade, que estava a ver que ainda ia lavrar o terreno perto da estrada. Não era necessário desviar-se tanto!
Boa tarde daqui, boa tarde dali e, vendo o que eu andava a fazer, ouvi por duas vezes que “aqui não há nada disso”. “Lá para as bandas dos tanques é capaz de haver ouro, mas aqui nunca vi moedas.”. Pois… Então as que eu já ali apanhei deviam de ser bolachas Maria com uns desenhos esquisitos… Mas não entendo como eles não veem moedas quando andam à lenha e pinhas. Eu, quando “ando às moedas”, vejo muitas pinhas e lenha…
Um, perto de mim, sorriu quando desenterrei uma tampa de uma garrafa qualquer, tendo ficado muito curioso quando, nem um minuto depois, saquei 1 ½ Real de D. João IV. Pela cara do homem, acho que pensou que eu tinha acabado de ficar rico. Não me espanta que ele nunca tenha visto uma moeda daquelas e não me admiraria muito se um dia destes o encontrasse de detector em punho, enquanto carrega uma saca de pinhas…
Mais uns minutos e 2 ou 3 balecas depois, um 82. Uma vez que havia, e há, algum lixo naquela zona mais próxima da estrada secundária, adivinhei um lixeco qualquer. Mas saiu um Ceitil a dar para o escalavrado. Bem, sempre é melhor que 20 Escudos…
Afastei-me ligeiramente daquela malta cusca e, num cabeço onde já encontrei, ora deixa cá ver… 1 Grave, 1 ou 2 Dinheiros e 2 ou 3 pintarolas romanas, sou assustado pelo sinal estável com o valor mais alto deste ano. Num sentido, dava um 91, a chegar ao 94, no outro, 94 sólido. Acreditei estar perante a afamada lata de sardinhas em alumínio, mas o sinal era demasiado curto para ser algo tão volumoso. Cavei e muito curioso fiquei eu, quando, ao passar a coil sobre a terra tirada, para ver onde andava a coisa, o Racer apontou para um montinho de areia do tamanho do meu punho. Esgravato e vejo uma moedona. 10$00 em prata, de 1932. Foi a primeira que encontrei, e também a primeira que vi ao vivo…
Preferia as calcinhas de fio dental da Érica Fontes, mas como ela não deve ligar a tipos meio carecas, cheios de repelente para insectos, lá tive que me contentar com a sacana da moeda. Sempre é prata…
E fico por aqui, que já é tarde…
E as fotos da saída são…
…estas.
[Frases do quotidiano. Uma colega minha, queixando-se:
– Tenho aqui uma alergia num dedo.
Comentário meu:
– Se calhar, é alérgico ao resto do corpo.]
Um grande abraço a todos e votos de Bom Ano Novo!
