Saídas Janeiro 2017
O mês mais fraco desde o grande surto de Peste de 1348, calvície e pornografia…
1ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 03Fev2017.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2017/02/03/saidas-janeiro-2017-o-mes-mais-fraco-desde-o-grande-surto-de-peste-de-1348-calvice-e-pornografia/
Antes de passar às saídas, vamos a uma pequena introdução. É que este mês foi mesmo a dar para o mauzinho em termos de coisas interessantes.
Basicamente, foi sair, desenterrar umas misérias e voltar para casa… Com uma ou outra pequena surpresa pelo meio, mas nada de muito interessante.
À uns dias, indo ao sótão à procura de uns DVD’s, onde estão arquivadas uma série de fotos e livros acerca de uma zona onde pretendo exercer o nobre hobby que é o detectorismo, sou confrontado com uma quantidade absurda de CD’s e DVD’s de pornografia. Nem me lembro de ter visto qualquer daqueles filmes ou algo que valha, mas, vendo alguns títulos, constatei que foi na fase em que tentava arquivar da internet tudo o que fosse “vintage”, para memória futura. Acredito que os filmes porno dos anos 80 e 90 sejam pouco populares agora, e até percebo o porquê disso. Por curiosidade, trouxe um para baixo, e 5 minutos depois do filme começar, desliguei aquilo, tal foi o susto. É que a qualidade, comparada com as produções actuais, é mesmo medieval!
O que me leva a pensar em organizar uma petição para passar a classificação dos filmes pornográficos dos anos 70, 80 e 90, de +18, para a categoria dos filmes de terror.
Tenho que me livrar daquilo tudo!!!
Tenho uma filha de 8 anos e, quem é pai, sabe que as crianças por vezes são bichinhos curiosos e vorazes por coisas que nem ao Diabo ocorrem. Sempre evito de um dia chegar a casa e a minha pequenita me dizer que vai ao sótão buscar uns filmes “velhos” para ver com as amigas… Ainda ficava com um trauma!!! E eu também!!! Ainda à uns dias, enquanto víamos um filme, surge a palavra “testículos” num diálogo. Claro que, para minha desgraça, ela tinha que me perguntar o que eram “testículos”.
Atrapalhado, por ser apanhado de surpresa, acabei por meter os pés pelas mãos. A única coisa de jeito que me saiu, foi dizer que são “os brincos da pilinha”. Devia de ter dado um murro na cabeça antes de dizer aquelas barbaridades! Para piorar e confundir a coisa ainda mais, também lhe disse que ela já tinha andado “nos do pai”, antes de ter ido para dentro da mãe. Não a censuro pelo ar confuso dela. Ser pai é tramado! Sei que não foi a atitude mais correcta, mas, infelizmente, foi o que saiu… Uns dias depois, lá lhe expliquei a coisa como deve de ser.
Voltando ao filme… Ó coisa pavorosa! Aquilo era coisa de meter medo ao susto! E depois, as actrizes andavam todas muito pintadas. Uma delas, parecia uma palhaça que foi maquilhada por um estucador. A única coisa positiva (pois, há sempre um lado positivo na desgraça e humilhação) daqueles filmes é que havia cabelo. Muito cabelo! Cabelo por todo o lado! O que já não vai acontecendo na minha cabeça.
O que me leva a mais um devaneio com a minha calvície eminente…
Aquelas actrizes porno do século passado… Hmmm… O que eu não dava para ter na cabeça o que eles tinham na zona púbica. Falo de cabelos! Para que quero eu uns lábios estrambólicos no topo da cabeça? Hmmm… Talvez, se barrasse a cabeça com cola-de-contacto e desse umas valentes cabeçadas “lá em baixo”, numa daquelas actrizes, voltasse a ter cabelo… Mas como penteava eu aquilo? Ficava com uma espécie estranha de penteado moçambicano… Talvez arranjasse emprego num dos expositores num Museu de História Natural…
Bem, se ficar desesperado, compro um daqueles marcadores permanentes. Preto, de preferência. Ficava esquisito com a cabeça azul…
Mas, como em tudo, o estar a ficar careca também tem aspectos positivos. É verdade que não temos muitos penteados à escolha, o que impede que andemos “na moda”, mas, ei!, também não perdemos tempo em frente ao espelho, a tentar com que a parte da cabeça que parece “espalmada”, culpa do travesseiro, assuma um aspecto “mais normal”, e que, no trabalho, alguém comente que “parece que uma vaca te lambeu a cabeça”…
Sim, sim… Temos mais frio no escalpe, o que faz da gripe a nossa melhor amiga nos meses de Inverno. Mas, no Verão, andamos sempre com as ideias mais frescas. O que é uma contradição… Ideias frescas costumam estar associadas à malta mais nova, enquanto a falta de cabelo costuma atacar a malta menos nova. Mas, para que me sinta um pouco mais feliz, vamos assumir que a frescura de Verão nos neurónios é uma espécie de lifting cerebral…
E depois, sabem o que se diz… “É dos carecas que elas gostam mais!”. Mas aquilo que os carecas gostam mesmo mais, é de cabelo!!!
Para não ser tudo um mar de rosas, é certo que também há aspectos negativos. E ainda bem! Se não, queixava-me do quê???
Há sempre o risco de causar um acidente de trânsito se, inadvertidamente, ofuscarmos o condutor que vem na via oposta com a nossa reluzente carequinha.
E, o cabelo, antes de começar a cair em cima, devia de começar a sumir-se em baixo. O tempo que eu não poupava, nos meses de Verão, quando tenho que andar lá de volta da “horta”, com a máquina de cortar cabelo… Mas não… Sendo o tipo mais azarado à face da Terra,… Está bem, não exageremos… Cá na rua… Porra, cá em casa, porque parece-me que uma vizinha partiu uma perna à uns tempos… E, perdi-me…
Pois… O cabelo em cima cai, e em baixo começa a ficar branco… Ainda são só uns 4 ou 5, talvez 14, mas podia ser ao contrário. É que cabelos brancos já se vão tornando uma minoria tinhosa e rebelde que se multiplica como hippies dos anos 70.
Os cabelos brancos que me vão aparecendo na cabeça até que me poderiam dar um ar mais “selecto”, não fosse o revés de aparentemente só me caírem os pretos…
E a coisa já descambou…
Vamos às saídas…
Saída 2017Jan01 – Primeira saída do ano = Primeiras balas do ano = Primeiro Pokemon do ano…
Estava um frio do caraças de manhã, mas, ainda assim, embirrei que tinha que sair. Pelo caminho, tudo coberto de geada, a verdadeira caspa da mãe-natureza.
Não há muito para contar. Encontrei umas coisitas, mas a mais “engraçada” foi uma medalha em prata. Foi-lhe feito um furo para se poder voltar a usar e, mesmo incompleta, pareceu-me interessante. Trabalho rústico, cujo significado não consigo adivinhar. Mas parece-me ver uma espécie de “rosto da Lua”…
E mais uma carrada de balas!
Mas, alguém teve pena de mim à quase 300 anos atrás e se lembrou de perder V Réis de D. João V (1735), para que eu os fosse encontrar.
Do topo de uma colina, espio, lá bem no fundo do vale, uma mancha amarela. Parecia-me um saco de plástico. Mas, depois de ter cuscado na zona que tinha destinado para dar uso à minha fiel pá, no regresso, passo pelo dito vale. E não é que encontrei um sacana de um Pokemon!!! O saco amarelo era afinal um balão do Pixaku, ou Pikaxu, ou raio que valha o bicho! (É Pikachu, já fui ver ao Google…)
Saco do telemóvel para tirar uma foto e, em contacto com a frescura matinal, ficou logo todo embaciado! Limpei o écran, mas esqueci-me da lente da camera, pelo que a foto ficou a dar para o esborratado…
Saíram também duas fivelas que ainda não tinha na colecção e pouco mais…
E fui para casa almoçar…
Primeira leva de fotos…

Saída 2017Jan07 – Mais valia ter ficado em casa…
Volto a dizer, mais valia ter ficado em casa.
Será que ponho foto?

Saída 2017Jan08 – E, curiosamente, na mesma zona do dia anterior…
Depois do almoço, lá me resolvo a fazer mais uma surtida à mesma zona do dia anterior. Pela minha pesquisa, seria suposto haver por lá “coisas”. No dia anterior, a coisa não tinha corrido lá muito bem, mas não costumo ter muitas reservas quando as probabilidades são elevadas e apontam para algo.
Resumindo, mais 1 Real Branco de D. João I, 1 Dinheiro de D. Sancho II e metade de outro. Ainda encontrei 3 pedaços de um aro em prata, daqueles que as mulheres vaidosas usam ao pescoço com uma moedita no meio. Tinha esperanças de que a moeda também estivesse por ali, mas não. Encontrei o primeiro pedaço (o mais comprido) e, vendo o que era, dei em varrer aquele pedaço de terreno lenta e minuciosamente. Encontrei mais dois pedaços do aro e uma bala de mosquete. Moeda, nem vê-la! E duvido que a senhora, presumo que fosse uma senhora, andasse com uma bala de mosquete ao pescoço…
Grande sorte, a minha…
E antes de chegar ao carro, a passos de desligar o detector, sai um crucifixo todo janota, daqueles que os franceses-de-Alcochete gostam tanto de mostrar.
Sei que as fotos andam por aqui, algures…

Saída 2017Jan13 – Mais uma saída para esquecer…
E tirei eu um dia de férias para isto…

Saída 2017Jan15 – A coisa podia ter corrido melhor.
Pensava eu que ia ter 3 dias seguidos para detectar, mas no Sábado a minha senhora passou-me uma rasteira e fui arrastado para Rio Maior. Prevendo que o carro iria carregado, não me aventurei a levar o detector. E, como de costume, a minha sorte manifesta-se! O carro, além de passageiros, tinha a bagageira quase vazia. E se vi uns terrenos “apetitosos”!!!
Mas no Domingo, logo pela manhã, tal era a vontade, lá vou eu.
½ Real Preto de D. Duarte, 3 ceitís e uma carrada de tralha… Além de um crânio de uma besta qualquer. Por besta, refiro-me a um animal. Não a um político. Aquilo estava escondido no meio de umas urzes, rodeado de cogumelos. Bem, pelo menos não tinha “chicha” e uma carrada de vermes a petiscar. Já não me bastavam os mosquitos e as mini-moscas! Agora também passava a ser atormentado por vermes!
Podia (e devia) ser melhor, mas pelo menos não foi como na Sexta.
E aqui vão mais uns momentos Kodak…

Saída 2017Jan22 – Acho que devia de ter ficado na cama.
Na Sexta, assim que cheguei a casa, tomei um banho e enfiei-me na cama. Uma brutal dor-de-cabeça e a gripe que me assediava para uma aventura entre lençóis convenceram-me a tal coisa. Um tipo, quando sorri, se estiver todo ranhoso, parece que tem algum problema mental… E foi assim que a Sexta se passou.
Sábado, no choco o dia todo. Assim como no Domingo de manhã.
Sentindo o corpo todo “pisado” por estar deitado, resolvo levantar-me e fazer algo. Podia ir para o computador. Podia sentar-me no sofá, embrulhado num cobertor, como os velhinhos. Podia ter ido queimar ou despejar no lixo uns CD’s e DVD’s que andam lá pelo sótão. Mas não. Tive que ir detectar um bocadinho.
E a única coisa de vagamente interessante que saiu foi um apito. E umas garrafas.
É, garrafas. Seguindo pelo rasto de um tractor, encontro uma carrada de cacos de vidro. Numa zona algo isolada, aquilo é coisa estranha. Olho com mais atenção e vejo que estão ali uma série de garrafas. A maior parte delas estão já escangalhadas, mas resolvo desenterrar umas quantas. Vejo que são velhinhas e que, para alguns coleccionadores, poderão estar ali uns euritos.
Dentro da bolsa que trago à cintura, está uma mochila daquelas bem compactadas. Depois de aberta, lá consigo enfiar 8 garrafinhas de 1 litro cada uma. Neste momento, já estão lavadinhas e a ganhar pó na garagem…
É, devia de ter ficado mesmo no choco. Porque é que eu sou teimoso?
A foto das peças, depois de ter tirado o muco nasal delas…

Saídas 2017Jan28&29 – Vou largar isto e ver se arranjo emprego como “gigolo”…
Hmmm… É melhor não… Ainda morria de fome.
Este fim-de-semana foi fraco, fraco, fraco!!! Pudera! Pelo resultado das análises que fiz, descobri que os Triglicéridos baixaram para valores normais, enquanto o Colesterol voltou a subir para valores bem elevados. O meu organismo já parece a Bolsa! É só coisas a subir e a descer! É natural que fique desmoralizado… E depois, estas saídas…

[Frases do Quotidiano. Não é bem assim, mas não foge muito à coisa. É um print que fiz do Facebook à umas semanas…
]
Um abraço a todos!
