Saídas 12 e 13Nov2016
O Blisstoll LTC64x V6 começa a dar frutos (e cacos… e pedras…)
1ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 15Nov2016.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2016/11/15/saidas-12-e-13nov2016-o-blisstoll-ltc64x-v6-comeca-a-dar-frutos-e-cacos-e-pedras/
Saída 12Nov2016 – E lá desenterrei uma carrada de cacos…
Até que estava para sair pela manhã, tal era a vontade de derreter a cabeça a experimentar mais umas configurações com o LTC (o Luis Tem um Cão), mas a minha senhora lembrou-se de que tenho deveres a cumprir cá em casa. Pelo que toca a ir às compras! Mas depois do almoço, a pressa era tanta que, ao invés de levar o chapéu que é a marca registada do detectorista, acabei por levar os óculos de leitura, que são a imagem de marca de um totó. Só a mim… Para que quero eu os óculos no meio do pinhal? Até vejo bem ao longe! Mas enfim…
Ahhhhh…, a comunhão com a natureza. O Sol, o verde do panorama, a brisa, a calma, os mosquitos…
Claro que, sem cobertura na cabeça, os sacanas dos mosquitos, ao verem uma pseudo pista de aterragem no topo da minha rala cabeleira, tinham logo que me fazer a folha! Como andava com mínimo de material, o repelente tinha ficado em casa. Quem diria que os mosquitos passavam do 0 ao 1000 no espaço de uma semana? Acho que até dentro das narinas fui picado! Dentro dos ouvidos, graças a uns pelicos mal semeados que lá teimam em despontar, que a minha senhora muito ternamente compara a “raminhos de salsa”, os mosquitos não conseguiram entrar. Ao menos isso!
A única coisa boa disto tudo foi que, graças aos óculos, consegui ver perfeitamente os mosquitos!
E, ainda mal comecei, já me perdi… É suposto falar do LTC (‘Lentejo, Terra dos Compadres)…
Como ainda estou na fase de aprendizagem, escolhi para esta saída uma zona razoavelmente limpa. Já de lá limpei muita moeda!!!
Depois de estudar mais um pouco acerca do LTC (a Lídia Tropeça nas Cuecas), lá consegui fazer um Ground Balance manual. E até que não foi nada do outro mundo! Para quem nas duas saídas anteriores começava a achar que o Ground Balance manual era uma coisa apenas acessível a alguém doutorado em ciências nucleares e veterinária, a coisa foi tão fácil que fiquei a achar que na semana passada devia de ter dedos de salsicha. Ajuste daqui e ajuste dali e ficou razoavelmente estável. Mais tarde, acabei por lhe baixar um pouco o Threshold e colocar o Silencer no 1. Estabilizou por completo, mas acredito ter perdido alguma profundidade.
Mas não devo ter perdido muitos cacos de vasos para extrair a resina! O LTC (Lindas Tretas Comunistas), com a configuração na qual o tinha colocado, era um guloso para pedaços de barro cozido! O som é característico, mas ainda tive que cavar uns quantos até ter a certeza de que não estava a deixar coisas boas para trás.
Ainda assim… Confesso que, tanto o crucifixo, como os V Réis de D. Sebastião seriam presas fáceis para o Racer, pelo que não sei como aquelas coisas me passaram ao lado.
Agora o Ceitil… Como o PinPoint do LTC (Love To Cum!) é quase uma coisa de ficção científica, lá acabei por encontrar o sacaninha do Ceitil ainda embebido num dos lados do buracão. Uma série de coisas interessantes… Estava a um ProPointer e 4 dedos de profundidade (31cm). Ao alto! E o LTC (Luanda Tem Corruptos) deu um sinal estável e nada dado a interpretações erróneas. Claro que também já me deu sinais desse tipo para lixos vários! Mas conseguir apanhar uma moeda ao alto como se ela estivesse deitada e quase à superfície… Alguma coisa devo ter feito bem. Mas já não sei bem o quê…
E, já a caminho do carro, mais um sinal interessante. Mas eram só Centavos… Até estavam todos juntinhos! Tirei um e, depois de passar novamente com a coil na zona, acabei por tirar mais 3 com a ajuda da ProPointer. Houve quem dissesse que eles nascem. Parece-me que isso está correcto…
Acho que tenho por aqui umas fotos…

[Frases do Quotidiano: A minha chefe, para mim, acerca de umas peças: “Tem que ir à XXI, que estão lá coisas boas.”. A minha resposta: “Eu sei! Mas a maior parte delas são casadas!”]
Saída 13Nov2016 – E lá desenterrei uma carrada de pedras…
Dia da 42ª Meia Maratona da Nazaré. A minha senhora, como de costume, lá vai correr com os outros malucos. Se eu fosse correr 200 metros sequer, mais valia que fosse numa estrada esburacada. Com a quantidade de alcatrão que devo de ter nos pulmões, podia ser que com a tosse ainda conseguisse tapar algumas crateras… Correr? Eu? Naaaa… Prefiro fazer figura de tipo estranho no pinhal.
Ela foi-se cansar e eu fui à minha vidinha de detectorista…
Para esta saída escolhi uma zona apinhada de calhaus de uma espécie manhosa de granito. Tenho que aprender a trabalhar com a máquina nos terrenos onde costumo andar!
Naquele tipo de terreno, onde já passarinhei bastantes vezes, quer com o EuroAce, quer com o Racer, não esperava a vida facilitada. O facto de ter conseguido fazer o Ground Balance manual naquele terreno foi um grande avanço, mas os tais calhaus, que o Racer apanha com um sinal tão característico, estavam a soar-me a potes de Morabitinos com o LTC (Liofilizadas Tias de Cascais)! Tive que cavar meia dúzia de pedras até ajustar algumas configurações e discriminar a maioria delas. Mas ainda apanhava algumas!
À algumas semanas topei dois tractores por lá, em que uns gabirus de ar suspeito (e o que sou eu, de boné e pá ao ombro, a abanar uma cana de pesca com a tampa de um tacho na ponta, no meio do pinhal?), bem, vi uns fulanos pouco amigáveis a cortar e a recolher algum mato rasteiro. Aproveitei essas zonas e as abertas feitas pelos rodados dos tractores para ver o que por lá havia. Já tinha batido muito aquela zona, mas aquele pedaço era quase zona virgem.
E não é que o LTC (as Longas Tetas da Cota), apesar de me oferecer um calhau uma vez por outra, se portou bem! 3 Ceitís (um deles, reciclado para fazer de anilha) e uma fivela em quase duas horas não é das minhas piores saídas!
Acaba a Maratona e, tanto eu como a minha senhora, somos convidados para almoçar em casa dos meus pais. Nem estava com fome, mas lá tive que aceder. Frango rijo!!! “Mas este é caseiro! Não é daqueles que a carne parece farinha!”. “Tá bem, mãe! Mas eu gosto deles macios!”. (E eu sei que ela vai acabar por ler isto…) E já me estou a enterrar… “O frango estava bom de picante. Mesmo como eu gosto!”. (E ia ficando sem os dentes…)
Voltamos para casa e, depois de umas “coisas”, troquei de detector e levei o Racer a passear exactamente para a mesma zona onde tinha estado de manhã. Queria ver se estava a perder alguma coisa…
Mas desta vez ia bem “besuntado” com o repelente para os mosquitos!!!
A detecção com o Racer é mais rápida (o LTC (a Leprosa Tinha Chicha), pelo contrário, gosta mais de pessoas calmas, com paciência para gerir um ritmo mais lento no swing), pelo que em pouco mais de uma hora já tinha feito o percurso matinal. Um ceitil. Curiosamente, a coisa de um metro de onde tirei um de manhã com o LTC (L‘oreal+Trump=Cabelo). Como estava “encostado” a um pequeno arbusto, poderá ter-se dado o caso de ter confundido o chiar do LTC (500gr de Lentilhas, 200 de Toucinho e ½ Chouriço) quando bate no mato como um toque no arbusto.
É que o LTC (a Luísa Transa com uma Cenoura), em algumas configurações, quando está mesmo “no ponto-rebuçado”, chia que se farta quando toca no quer que seja! Ainda tenho muito para aprender! E ainda agora comecei…
E, para encerrar, mais umas fotos…

[Frases do quotidiano: Na brincadeira, para uma colega que estava prestes a desligar a balança que eu ia utilizar de seguida: “Ó percevejo, por favor, não desligues a balança.”. Ela começa de imediato a resmungar. “O que é que foi? Eu fui educado! Pedi “por favor”!”]
