Saídas 05 e 06Nov2016
O meu Blisstool LTC64x V6 finalmente chegou! Primeiras e segundas impressões do bicho…
1ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 08Nov2016.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2016/11/08/saidas-05-e-06nov2016-o-meu-blisstool-ltc64x-v6-finalmente-chegou-primeiras-e-segundas-impressoes-do-bicho/
Saída 05Nov2016 – Primeiro teste do LTC.
Finalmente, o tão aguardado LTC chegou na Sexta a meio da tarde, via Chronopost. Como deveria de ter sido entregue até Segunda ou Quarta, comecei a fazer o tracking do bicharoco através do número de registo da Speedy/DPD. As coisas na Bulgária foram rápidas, mas assim que a caixa aterrou na Hungria, resolveu tirar 4 dias de férias. Raios! Passou depois para a Alemanha, onde ficou a descansar da viagem por mais dois dias. Resolvi contactar a Speedy, questionando-os se porventura estavam a transportar o meu detector num comboio de mulas. Informaram-me, na Sexta de manhã, de que iriam averiguar o que se passava. Surpresa! Da parte da tarde, chega a habitual viatura da Chronopost, mas, ao invés de vir fazer um levantamento, vem fazer uma entrega. Na brincadeira, perguntei se era para o “António Santos”. Fiquei espantado quando ele me disse que sim. Toca a assinar… Consultei depois o tracking do registo da encomenda e, para todos os efeitos, a mesma ainda estava na Alemanha. E eu quero lá saber! O LTC já cá está!
Claro que, como cusco que sou, já estava relativamente familiarizado com o detector. Pelo menos em teoria. Já tinha lido e relido o manual, uma série de fóruns dedicados à maquineta e tinha visto uns quantos vídeos no Youtube acerca da traquitana. Tinha já uma série de anotações e uma ideia de qual seria a configuração mais apropriada para estes terrenos. Claro que a coisa ainda teria que levar muitos ajustes, mas já tinha um ponto de partida. Mas o sacana do detector intimida! Nem que seja pelos 3 selectores e 10 potenciómetros! Aquilo é “botões” por todo o lado! Quem me dera que o meu cabelo também fosse assim…
E, lembro-me, agora, de ter lido algures que o LTC gosta pouco de terrenos húmidos. É que no Sábado, justo quando eu queria testar o LTC, estava um daqueles tempinhos chuvosos que não convém a ninguém. Vivas para a minha sorte!!!
Mas, apanhando uma aberta na chuva, lá vou eu por pura persistência. Há que diga que é a minha melhor qualidade, outros, que é a minha única qualidade. Ainda não percebi muito bem é quais são os elogios e os insultos… E também sou “bom nas horas”, segundo uma antiga namorada. Mas acho que ela se referia a eu nunca chegar muito atrasado… Mulheres, quem as percebe… E já me perdi…
Pois… E lá fui eu, cheio de ideias. Escolhi um trecho de pinhal já muito batido. Já lá fiz muitos e bons achados. Lixo, muito pouco. Tirei um quanto com o EuroAce e mais outro tanto com o Racer.
Com o LTC (Long “Topa” Coins) nas mãos, parecia um daqueles miúdos com 3 cabelos no queixo a fazer o lugar de barba rija de Homem, convencidos de que já o são. Aquilo mais parecia a 1ª experiência sexual de um geek (aquela que não implica a própria mão). A realização de que uma relação sexual “a sério” não envolve uma cenoura no rabo.
Posso dizer que estava excitado com o LTC (Lombriga Tão Comprida). Melhor que aquilo, só ter direito a uma “viagem no carrocel” com a Érica Fontes, na fase em que a moça ainda não se tinha lembrado de encher as mamas com borracha e o Batman ter ficado sem as calças. Ou seria silicone?… E já estou a divagar…
Mas o anticlímax veio assim que liguei o LTC (a Lurdes Tem Caspa) e tentei fazer o Ground Balance manual… Pois… Aquela coisa não gosta lá muito de terreno molhado pela chuvinha. Nem de chuvinha, diga-se de passagem… Mas nada que um saco de asas não resolva.
Lá me vi obrigado, depois de quase 10 minutos, a mudar o Ground Balance para o modo Auto. Afinação daqui, ajuste dali, e, apesar de notar que estava algo instável, lá me pus a andar. E, logo ao primeiro sinal, uma moeda! Está bem, está bem… Eram só 4 Centavos de 1917. Mas era uma moeda. Nada mal, para estreia!
Depois disso, foi a tragédia, o drama, o horror… Esperava poucos sinais, o que foi um facto. Mas tudo lixo! Com a excepção de uma minúscula fivela.
Resumindo, quase duas horas a fazer experiências com configurações e ajustes que não deram grandes resultados. Estou certo que algumas das configurações que testei reduziram em muito a performance da máquina, e outras devem ter entrado em conflito umas com as outras. Mas deu para ver mais ou menos quais os ajustes mais importantes e quais são aqueles para uma afinação mais minuciosa.
E é assim que se aprende! Há já quase 10 anos que não pegava num detector analógico. Um tipo habitua-se às coisas digitais, com ID’s e tudo, e quando tem que voltar a utilizar uma “tecnologia mais antiga”, as coisas levam o seu tempo…
E, para compensar a minha senhora, que gramou parte da tarde fechada em casa com a nossa pequenita e a minha sobrinha, anunciei que íamos todos jantar fora. “Vamos ao Festival das Sopas”. A minha pequenita é viciada em Caldo Verde, tanto que “mamou” 3 malgas dela. Eu, mais comedido, só consegui atacar 3 Sopas-da-Pedra diferentes. Digo 3, porque quando fui abastecer a 4ª, já não havia mais em lado nenhum! Estava esgotada! Mas fiquei cheio que nem um odre e mais que satisfeito que um tipo que é violado por duas top-models… Ainda pensei em mandar fazer uma tatuagem com “Festival das Sopas 2016” no braço…

É, gostava de ter mais coisas a encher a foto, mas foi o que me calhou na rifa…
Saída 06Nov2016 – Segundo teste do LTC.
Outro terreno, este um pouco menos limpo, mas tão batido como o de ontem.
Mais uns ajustes para afinar a máquina e, apesar de ainda não ter conseguido fazer um Ground Balance manual, o aparelho esteve mais estável. E é sensível como o raio que o parta! Em dois buracos, mesmo com o detector a dizer-me que o alvo estava naquele exacto cantinho do monte de terra espalhado, a ProPointer não conseguiu dar com ele. Provavelmente seria um daqueles chumbinhos de caçadeira… Mesmo com pedacinhos de papel-prata microscópicos, o LTC dava um sinal que parecia que estava ali o caldeirão do Obélix ou uma jante de um carro. Aquilo, com a discriminação no mínimo (III), o Discr Level e o Discr Depth a zeros, vai buscar mesmo tudo, por muito pequeno que seja. Só não me vai buscar é cabelo…
Estava mais interessado em ouvir as nuances dos tons. Como li algures, o som mais “partido” (“Tit-Tit”, em português, “Mama-Mama”) assinala o ferro, o que confirmei depois de 4 ou 5 buracos. O som mais nítido e “fixo” (“Tit”, “Mama” ou “Têta” em português, com o mamilo incluído) assinala tudo o resto, quer seja papel-prata, cartuchos e outras coisas que não tive a sorte de encontrar.
Uma das coisas que tenho de atinar mesmo com o LTC é a porra do PinPoint! Quando a coisa é ferro, em especial as lâminas de sangrar pinheiros mais antigas, o PinPoint parece fugir quando se repete a operação rodando 90 graus em relação à posição inicial. Espero que não me aconteça o mesmo com uma moeda! É que partir ou dobrar uma moeda ao meio por causa de um PinPoint mal feito é coisa que só desejo aos ranhosos dos nossos políticos…
A nível de rapidez em assinalar alvos, é mesmo uma besta! Tive um alvo em que o som surgia “partido”. Ao invés de um Tit, obtive um Tit-Tit (ou seja, ao invés de uma mama, tive duas. Afinal, elas costumam andar aos pares…). O som dava-me a indicação de que seria ferro, mas uma audição mais cuidadosa revelou que afinal eram dois Tits separados por 10cm. Num, uma bala de mosquete. No outro, uma malfadada anilha de pombo-correio. Parece que vou ter que treinar estes ouvidos um pouco… Ou então compro umas orelhas novas!
Uns metros adiante, um tiT aspirado. É quase como se o som fosse isso mesmo, aspirado. Cavo, e a coisa de 20cm, um pedaço de arame com outro pedaço de um qualquer outro metal agarrado. Também tinha lido algures o conselho que um utilizador do LTC dava quanto a este tipo de som. Lixo! Nada como cavar para aprender!
E nada de moedas ou coisas interessantes! Mas, também, ainda estava a testar a máquina, pelo que não podia pedir milagres. E, a pedir um milagre, pedia mais cabelo…
Quase a chegar ao carro, a coisa de 20 metros do mesmo, num caminho no qual já lá passei eu umas dezenas de vezes, quer com o EuroAce, quer com o Racer, além de, que me lembre, um Deus, um E-Trac e pelo menos 3 AT Pro, um sinalzeco aspirado. “Bem, aqui nunca apitou nada…”. Convencido de que seria lixo, cavei na mesma. O duro processo de aprendizagem. E não é que, a cerca de 30cm, estava uma sacana de uma moeda! Com que então o tal “som aspirado” é lixo! O tal tipo que escreveu isso bem me pode aspirar o rabo!
A moeda era quase um sabonete, mas o escudo levou-me a apontar para D. João IV. Talvez 1 ½ Real… Só hoje, depois de ter deixado a moeda de molho no azeite durante a noite, é que consegui identificar a moeda. Afinal são 3 Réis de D. Pedro, Princ. Reg., de 1677. 03.07 no Alberto Gomes. Não é grande achado, mas deu para inaugurar a folha no álbum…
Ainda tenho que verificar quais os ajustes mais correctos para obter o máximo de profundidade com estabilidade. Vamos a ver o que vai calhar na rifa para o fim-de-semana que vem. Vou experimentar a máquina num terreno minado das chamadas “hot rocks”. O Racer está sempre a ganir cada vez que passa por cima de uma, mas o tom que ele dá não engana e já se sabe o que lá está. Vamos a ver como o LTC se porta.
Conclusão: É um detector estranho. Comprido como uma cana de pesca, mas bem equilibrado. Quero é ver se ele se mantém equilibrado quando lhe espetar a coil de 38cm… Aquilo parece o aro de uma tampa de esgoto!!! Mas por enquanto vou andar apenas com a coil de 28cm…
Estou desapontado por ter tido duas das saídas mais fraquitas deste ano, mas como o objectivo é aprender as manhas de uma máquina inventada pelo Demo, não me posso queixar de ter encontrado pelo menos uma moeda por saída. Isto, com tempo, vai lá. Tenho é que ver se não ponho aquilo a discriminar-me os Dinheiros!!! Ia logo para a copa de um pinheiro!!!
E já espetei com um boneco dos Mínimos da Kinder (o vampiro) no topo da haste do LTC… Sempre tenho companhia… (Não estou a brincar!)

A moeda, já limpa, tem melhor aspecto…

Eu disse!!! Vamos a ver se ele “suga” alguma coisa interessante…
Um abraço a todos e boas saídas para os detectoristas.
