Saídas várias e 2016Set10
Acabou-se a fartura, o Presidente do Sindicato dos Feios e a “fragilidade capilar”…
1ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 10Set2016.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2016/09/10/saidas-varias-e-10set2016-acabou-se-a-fartura-o-presidente-do-sindicato-dos-feios-e-a-fragilidade-capilar/
De que me serve ter uma espécie de diário se não cá colocar nada?
Saídas várias de 2016Ago10 a 2016Set2016 – Acabou-se a fartura e ainda ’tou todo picado…
Pois é, acabou-se a fartura! Estava a ficar habituado à ideia de que em cada saída encontrava sempre, ou quase sempre, uma pazada de moedicas, e é o que se vê…
Tendo extrapolado vários caminhos entre “ninhos” de achados da Primeira Dinastia, lá acabei por andar um pouco à toa por zonas onde ninguém no seu perfeito juízo mete os pés. Há sítios onde o mato supera a minha altura e a vegetação, perdão, chamar vegetação a tojos e pilriteiros com espinhos do tamanho de facalhões do talho… Talvez esteja a exagerar um pouco… Bem, aquela porra, quando espeta não deixa um tipo feliz da vida. Voltando ao tópico, aquilo é de testar a paciência. Um tipo anda às voltas e voltas, tentando manter a coil o mais rente possível do solo, mas metade do tempo tenho que andar com ela no ar… Ainda assim, não me posso queixar muito. MAS ACHO QUE DEVO! Se não fosse aquele mato todo, trazia 10 vezes mais moedicas! Aaaaarrrrrrggggggg!!!!!!
Para não dar em doido, alterno as saídas. Se num dia for percorrer um caminho teórico entre dois “ninhos”, na saída seguinte vou em demanda de novas “coutadas”. E as moeditas lá vão aparecendo, mas já não é a fartura que era dantes.
Aqui fica um resumo fotográfico (alargado) das últimas saídas, com excepção da de hoje. Essa fica para o fim…
Sim, já reparei que são muitas fotos…
Saída 2016Set10 – O Presidente do Sindicato dos Feios e a “fragilidade capilar”.
Na 5ª Feira passada foi feriado por estas bandas e, da parte da tarde, as minhas senhoras quiseram ir comprar uns ténis e um peixe para a pequenita. “Oba! Eu vou lá deixar-vos e vou dar uma voltinha com o detector.”, disse eu, convencido que ia ser o resto da tarde a esgravatar a terra como um javardo à procura de trufas. Pois, deixei-as onde devia e nem me deram tempo de aquecer. Desloquei-me até uma zona onde queria ver o que por lá poderia haver e tinha ligado o detector à coisa de meia hora quando me telefonam a dizer que já tinham os ténis e que tínhamos de ir a outro lado para comprar o danado do peixe. Pouca sorte a minha! E a coisa parecia prometer… Duas moeditas fatelas e uma pulseira em prata em meia hora não é muito mau. Mas podia ser bem melhor… Mas marquei aquela zona como alvo de um teste mais profundo.
Coisa que fiz hoje de manhã! Lá me levantei a custo, uma vez que a minha esposa me tem feito notar nos últimos dias de que padeço de uma ligeira “fragilidade capilar” no topo da cabeça. Mas quando ela me pergunta se hoje não ia detectar, pareceu-me ficar mais animado e desperto. ![]()
Estaciono e lá me meto encosta abaixo. Ligo a maquineta e em menos de 100 metros já tenho um dinheirito. E eu todo contente! Adoro essas moedas, que muitos de vocês descartam por o sinal estar muito próximo do “lixo”… Depois foi quase uma hora sem apanhar nada de jeito. Até que…
Há um percurso pedonal “para inglês ver” que atravessa parte da zona que eu estava a testar mais a fundo. Subindo um pequeno monte, encontro-me junto desse percurso. Vem um casal a subir o caminho. Noto de imediato que a senhora, estando bem pertinho dos 40, é uma morena daquelas mesmo jeitosas (o termo é outro, mas não conheço a rapariga de lado nenhum para dizer que ela era boa como o milho), acompanhada, imaginem, pelo gajo mais feio que vi nos últimos tempos. Não sou lá muito bom a avaliar a beleza masculina, mas sei dizer quando um tipo é feio como a m*rda. Magro como uma múmia tibetana, desengonçado e sem metade dos paralelos na cremalheira (dentes), o gajo devia de ser eleito o Presidente do Sindicato dos Feios! O facto de ele ser de cor nada tem a ver com a feiura dele. Aquilo era de fazer secar o leite às vacas de susto! O José Cid nú perto dele era uma Érica Fontes perto de um monte de estrume com estrunfes a apodrecer pelo meio! Irra! Há coisas feias, mas o gajo abusou em todas!
Isto para dizer que o mito de que as louras são burras é apenas isso. Um mito! Também as há morenas! Se calhar o gajo até devia de ser “bombeiro”, tal a “mangueira”, mas decerto que ela lhe deve colocar um saco na cabeça aquando da “coisa”. E, já agora, como numa das histórias do Woody Allen, também um saco na dela, não vá o saco dele cair…
Se ela queria fazer “caridade”, ali estava eu todo sorridente!!! Na verdade, estava a conter o riso. Devia de estar com um sorriso deveras estranho, mas era um sorriso. Acho eu… Pois, ali estava eu mesmo à mão de semear (ou colher)… Não tenho sorte nenhuma! Ainda se ela atirasse meia dúzia de moeditas para o chão para me alegrar o dia…
Um “bom-dia” trocado entre os três e eles lá seguiram caminho acima…
E, volto a frisar… IIIIIIRRRRRRAAAAA!!!! O gajo devia de ir para o Livro dos Recordes do Guiness como a coisa mais feia à face da terra. O que é que ele faz no Carnaval? Como numa piada que já ouvi, põe só os elásticos da máscara? E a moça? Com a maior parte dos tipos que a devem conhecer a querer “fazer-lhe um pijaminha de cuspo” a pensar: “O que é que esta gaja tem de errado na cabeça?”. É que a moçoila era (e é) daquelas com tudo no sítio e nas medidas certas. Mesmo de calças de ganga e sweatshirt, parecia saída de uma revista de modelos. Só é pena aquele abutre a pairar ao lado dela, a transformar um belo pôr-do-Sol num evento cataclísmico com asteroides, cometas e ataques de diarreia à mistura.
Está bem, os opostos atraem-se. Mas quem disse isso nunca viu aquele gajo!
Depois deste pequeno desvio (pequeno???), vamos lá a voltar à detecção…
Seguindo mais um pouco, deparei-me com uma pequena clareira no topo de uma subida onde me pareceu previsível ter havido uma via de deslocação. Volto a sorrir ao lembrar-me do estranho encontro e, começando “num canto” da clareira, sou brindado de imediato com 10 Centavos de 1926. Já tenho uma resma dessas, mas sempre é melhor que 50 Escudos. Depois apanhei 3 peças daquilo que foi um belo canivete. Completo devia de ser uma obra de arte! E lá veio mais uma “chapa” da monarquia, seguida de imediato por um ceitilzeco que me parece ser de D. João. Se do 2º ou do 3º, é que já não sei… E dois anelecos e um botão daqueles bem espessos, apesar de liso.
E eis que o detector me dá um belo sinal e diz para cavar até me doerem as costas. O sinal mantinha-se estável por uma área de 3 metros de extensão, por um de largura. Mas que raio de coisa é aquela? Quando, a cerca de 30 ou 40cm começo a ver ferro, pensei de imediato: “??? Não me digam que… Outro?”. Nããã… É uma chapa em ferro com uma série de furos espaçados. Só cavei aquilo parcialmente, mas aponto para uma peça de um arado(?). Talvez no furo fossem colocadas estacas de madeira para lavrar o terreno. Mas tenho muitas reservas quanto a isso. Mas não tantas quanto as que tenho em relação à sanidade mental da moça que estava a passear com a “carcaça ambulante”…
Como perdi um ror de tempo naquela escavação, lá me conformei de que teria de voltar para o carro, tendo ainda tempo para arrancar às areias um moedeca de 2 Euricos para as portagens, mais uma anilha e uma velha e ferrugenta podoa. Mas sempre com o espectro da calvície a pairar sobre mim, como uma nuvem negra…
Depois do almoço, lá fui tirar as dúvidas com alguém que entende de cabelos. E aproveitei para o cortar também! Tocando no tema com o barbeiro onde costumo ir, ele lá confirmou os meus maiores receios. Estou a ficar careca!!! “Ainda vai demorar uns anos”, diz ele. Isso para mim foi ontem!!! Quando for detectar, vou tornar-me um alvo para os pombos que querem cag*r em cima das pessoas! Já comecei a deixar crescer a barba para compensar o que começa a faltar em cima. Quando olharem para mim ainda vão pensar que sou um monhé terrorista. Pode ser que assim não reparem que sou careca!
Já estou a ver a minha senhora a chamar-me Sr. Abade daqui a uns tempos… E ela a acordar com a cabeça rapada de manhã.
Que dia!!! Uma moça gira com a coisa mais estranha que dois humanos conseguem fazer ao misturar os seus genes e eu a descobrir que, de tanto gozar com os carecas, vou tornar-me num deles. Ainda tenho muito cabelo, mas já me sinto mais careca que um cheque de honestidade passado pelo Sócrates…
Pois, as fotos…

Os magros e esqueléticos achados do dia…

Mais um artefacto de ferro no meio do nada. Dicas?

Idade do Ferro ou apenas do século passado? Pois, deve ser do século passado…
Um abraço a todos e boas saídas!
