Saídas de 21, 28Fev, 5, 6 e 12Mar2016
A golfista que foi passear o cão e lá foi mais um perder a bolsa dos trocos…
1ª Publicação: Fórum “Prospectores de Portugal”, em 14Mar2016.
URL: http://www.prospectordemetal.com/t8656-saidas-de-21-28fev-5-6-e-12mar2016-a-golfista-que-foi-passear-o-cao-e-la-foi-mais-um-perder-a-bolsa-dos-trocos
2ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 18Mar2016.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2016/03/18/saidas-de-21-28fev-5-6-e-12mar2016-a-golfista-que-foi-passear-o-cao-e-la-foi-mais-um-perder-a-bolsa-dos-trocos/
Saída 21Fev2016 – A golfista
Finalmente lá convenci a minha senhora a acompanhar-me numa pequena saída. Afinal, o EuroAce precisa de ser sacudido uma vez por outra para tirar o pó.
Zona limpa e deveras batida, apesar de extensa. Estaciono o carrito e depois de tirar as maquinetas para fora, passo a dar-lhe uma explicação básica do funcionamento do EuroAce. “Agarras aqui e este botão faz isto… Etc, etc, etc…” Mais afastados do carro, ela liga a máquina e eu explico-lhe quais os ajustes a fazer para aquele tipo de terreno. Aproveito também para ajustar a haste do detector, uma vez que me pareceu “muito alto” e já estava a ver que ela ia andar em bicos dos pés ou então toda torcida com o cotovelo quase à altura da cara… Pois, ela é a dar para o baixinho…
O conceito que ela assimilou de imediato foi o do PinPoint. Testamos isso quando dei com uma lâmina de sangrar pinheiros ainda enterrada. É fácil descartar esses alvos quando já se sabe o ID deles, e mesmo no EuroAce a coisa não é difícil. Expliquei-lhe que podia dar um “sinal forte” no Ace, mas que se se colocasse a 90 graus da posição inicial, a sinal baixava logo para ferroso. Testou o PinPoint e foi bonito de ver! 5*****! Até parece que já andava com a máquina nas unhas à um ror de tempo.
Ela tirou logo a seguir uma “tacha” engraçadita e passado um bocado, fui dar com ela a abanar o detector segurando-o com os dois braços. “Mas tu estás a jogar golfe ou quê?”. “Já tenho braço cansado.”, responde-me ela.
Como andei quase sempre de olho nela, acabei por não detectar grande coisa, mas valeu a pena. Ela lá acabou por sacar duas moeditas em pouco mais de 1 hora e eu voltei a ser assombrado pelas FDP das de 2$50 em prata!!!
Ups, e ainda dei com um anelito em prata…

Saída 28Fev2016 – Trabalho de matar a cabeça!
Acho que é altura de passar à explicação de um outro afazer que agora tenho…
Nestes quase dois anos desde que comecei a levar a sério esta coisa da detecção que já desenterrei pouco mais de 400 moedas da Monarquia. As outras são muitas mais, mas pouco interessantes. Tenho tudo inventariado, tanto num mapa privado no GoogleMaps, como por coordenadas do GPS (desde que o comecei a usar).
Pegando numa carta topográfica, foi só começar a passar para lá os “pontinhos”. E, para não perder tanto tempo, ao invés de o fazer por reinado, fi-lo por dinastia. Ainda não ía a meio e já dava para ver que havia alguns “ninhos” de coisas boas. Mais que batidos, entenda-se. Mas, usando alguns percursos teóricos entre esses “ninhos”, dei com zonas onde nunca havia colocado os pés por me parecerem pouco interessantes.
Dando primazia aos achados da 1ª Dinastia, lá tomei nota de um vale que me parecia ser o trajecto mais curto e fácil entre dois “ninhos”.
Resultados? Poucos, mas saiu algo daquilo que eu esperava…
Não me perguntem como aqueles 2 Cêntimos ali foram parar…
Meio Real Branco de D. João I (o meu primeiro) e mais Meio Real Preto de D. Afonso V (com este já vão 15).

Saída 5Mar2016 – Mais uma voltinha na zona da saída anterior.
As balas, invólucros e “euricos” estavam todas perto do sítio onde deixei o carro. Estive lá mais tempo do que na saída anterior e estava à espera de melhores resultados. A culpa é do Centeno e se a FDP da fronteira espanhola não fosse a quase 200 Km era lá que eu ia abastecer o carro…
Bem, 1 Realeco Preto do Ti João e dois ceitilzecos, mais um pedaço de uma enorme fivela. Se estivesse completa havia de ser um espectáculo! (Mais alguém imaginou o Fernando Mendes?)

Saída 6Mar2016 – Mais perto de casa…
É, esta foi mais pertinho de casa. Foi mesmo para matar o tempo apenas. Mas, quem diria que estavam ali 3 Reais do Sebastião e 1 1/2 Real de D. João IV à minha espera? E mais a proverbial “chapa” a menos de 2 metros da de D. Sebastião. Há gajos com azar! Tenho já uma caixinha só com chapas…

Saída 12Mar2016 – Procura-se o dono de uma pequena bolsinha com trocos…
Fazendo mais um troço entre dois “ninhos”, lá ia eu muito desanimado. Para começar, estava a ser alvejado por mosquitos vorazes e sedentos. Nada como colocar um pouco de repelente, não é? Pois, mas deviam de ter escrito no frasco que não só repele a mosquitagem, como age como afrodisíaco para umas moscas minúsculas, também vorazes e sedentas, que são ainda mais “chagas” que os mosquitos! Não queria, mas ainda acabei por engolir uma… Tinha que andar sempre de cigarro “nos queixos” para afastar aquelas pestes da cara.
Bem, lá ia eu sem grandes resultados quando lá vem um belo de um sinal. 92. “Ena pá! Ou é uma prata, um pataco ou uma saca de cebolas!”. Nããã… Eram só 3 Réis de D. João IV…
E eu todo contente, apesar de já ter uns poucos.
Mas aquilo estava mesmo fraco de sinais. Nem lixo havia! Fraco, fraco, fraco… Até que recebo um sinalzito que por norma descarto de imediato. 40, 41… “Bem, vamos lá a cavar. É lixo, mas pelo menos estou entretido durante 1 minuto…” Vasculha para aqui, vasculha para ali e a coisa de 20 e tal centímetros dou com um Dinheiro. “Ena! O gajo quase que passa despercebido.” Pois, eu sou daqueles que adora Dinheiros. Uns gostam de Ceitis, outros de outras coisas, mas acho que todos gostamos de moçoilas…
Antes de tapar o buraco, volto a passar com a coil por cima e… Ainda lá estava qualquer coisinha…
Uns centímetros abaixo do primeiro, mais dois. E mais um. E outro. E mais outro… Quando já tinha 11 em cima do toco de um pinheiro que estava mesmo ao lado, parei para descansar. As minhas costas já não são o que eram e tinha que fumar um cigarro para afastar as moscas. Aproveito para telefonar à minha senhora, que me informa que a nossa filhota esteve a maquilhar-se com as “coisas” da mãe e que em cima disso, ainda “lavou” a cara com uma série de amostras de perfumes que as mulheres tanto gostam de ter.
Lembrei-me deste personagem…

Passado um bom bocado, quando acabei de me rir, lá a aconselhei a dar banho à criança, que já andava a chorar porque lhe ardia a cara.
E, antes de tapar o buraco, ainda tive oportunidade de tirar mais 4.
Costumo sacar 1, às vezes 2 Dinheiros por mês. Agora, 15 de uma assentada é dose! É sinal que não devo tirar mais nenhum até ao fim do ano!
Depois de limpos, acrescentei à colecção 1 Dinheiro e metade de um de D. Sancho II, 7 de D. Afonso III, 5 de D. Dinis e outro que tenho sérias dúvidas na catalogação.
Um bom bocado depois, mais um canivete e, porra, mais uma bala de canhão! Está é menor (6 cm de diâmetro). Ou então é uma esfera de um rolamento… Mau, mau… 
Bem, aqui ficam as fotos desta saída miserável…

Também só consigo contar 14. O outro deve de andar lá por baixo…
Saída 13Mar2016 – Alguém foi passear o cão…
Saída curta com a sempre agradável companhia da minha senhora de roupa justinha… Perto da mesma zona da primeira saída dela, esta área tinha um pouco mais de mato. Isto tem que ser gradual, senão ela assusta-se e não quer voltar a sair…
Andávamos muito entretidos a detectar, quando a vejo pelo “canto do olho” a andar com o EuroAce a direito à sua frente. Parece que se tinha esquecido de abanar a coil… “Mas tu andas a passear um cão ou quê?”. Risinhos nervosos e a coil volta a ser chocalhada… Reparei também que não voltou a jogar golfe com o Ace, optando por mudar de braço quando estava cansada. Às vezes, ser ambidextro tem coisas boas.
Ela só tirou 5 Escudos e eu lá me safei com V Réis de D. Maria e D. Pedro III (Nem me perguntem o ano, que aquilo do outro lado é quase chapa!) e, a 1 metro, V Réis de D. João, Príncipe Regente, de 1812.
E não, o dedal não é de prata…
Foi fraco, mas foi um bom bocado.
Bem, malta. Foi o que se pôde arranjar.
Um abraço e boas saídas para todos!
