Saídas Dezembro 2017
Um mínimo histórico! 3 saídas apenas… E não me parece que haja mais, este ano.
1ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 23Dez2017.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2017/12/23/saidas-dezembro-2017-um-minimo-historico-3-saidas-apenas-e-nao-me-parece-que-haja-mais-este-ano/
É suposto haver um Natal um destes dias, mas não vejo nada debaixo da árvore de Natal com o meu nome, pelo que ainda deve faltar muito. Mas o da pequenita está quase, a avaliar pela montanha de embrulhos. Nem nisso tenho sorte… O mais provável será alguém oferecer-me a edição de 2018 do Borda d’Água.
Estive a semana toda à espera deste dia para me poder raspar e detectar um bocado, mas nãããããoo… A minha senhora lá me arrastou para Rio Maior para ir comprar uns ladrilhos para a “casa de campo” da mãe. Sinceramente, nem sei para que foi ela tirar a carta de condução…
Mas, já bem a meio da tarde, lá me consegui evaporar para ir detectar um bocadinho…
Aconteceu-me o mesmo logo no primeiro dia do mês, um feriado que eu previa que seria um excelente dia para detectar. Mas acabei, para não variar, em Rio Maior, sem nada para fazer e aborrecido de morte. Eis que, eu e a pequenita, na paródia, começamos a cantar as nossas músicas. Umas são criações nossas, quando damos em elevar o ridículo a novos patamares, outras, versões de músicas conhecidas, com um toquezinho 100% nosso.
Como a minha dona também não estava a fazer nada de proveitoso, “ora anda cá e filma, enquanto nós cantamos”.
No fim de contas, acabei por me divertir à brava com a cachopa!!! Cantámos o Spider-Nabo, o Daddy Dedada e a Abando(nádega), entre outras, terminando com a nossa versão demente da música de Natal, que mistura porcos zombies e um Pai Natal para a ceia… Uma boa amostra da nossa cumplicidade, enquanto pai e filha. Não conheço muitos pais que tenham uma relação tão estreita como nós. Parecemos duas tiras de velcro! Nos 9 anos que ela já tem, passei 4 noites longe dela. E já me parecem muitas!
Bem, já em casa, tirei um pedaço da noite para editar os clipes de vídeo e juntar tudo num pequeno filme, a estrear brevemente num cinema perto de si. Na verdade, é o que está aqui por baixo…
Mudando de assunto, já mais para meio do mês, lá fui finalmente cortar o cabelo. Já não o cortava há uns dois meses, o que é muito. Prefiro-o sempre curtinho, para não dar nenhum trabalho de manhã. Mas aquilo já andava desgovernado e caótico, com molhos de cabelos a apontar para todos os lados, e praticamente que tinha de lavar a cabeça para me conseguir pentear. Quando acordava, parecia que tinha o Son Goku a olhar-me do espelho. Já estava a ficar com uma cabeleira farta! Pelo menos a eira do senhor Abade não estava tão visível!
Ainda assim, mesmo tendo o cabelo mais comprido, ele continuava a sumir-se. Cheguei a pensar que teria ratos na cama, que durante a noite me roíam o cabelo…
É a evolução a passos largos, digo eu! Ao longo da história temos vindo a ficar com menos pilosidades. Mas, ainda assim, as mulheres evoluíram mais depressa que os homens. Elas já vêm a perder cabelo desde o tempo das cavernas. Basta olhar para o peito e pernas. E o rapar a “peruca da peluda” é uma prova disso. E que bonitas que elas ficam! Agora, para atingirem o pico evolutivo, só lhes falta raparem a cabeça e as sobrancelhas.
Preocupa-me o recente retrocesso de algumas voltarem a cultivar uma púbis farfalhuda como as barbas do Moisés, mas, por enquanto, são casos pontuais. Acho eu…
É que o raio do cabelo às vezes incomoda! Acredito que tenham havido ocasiões em que alguns homens tenham tido a impressão de que um tipo barbudo lhes estava a fazer sexo oral. O que deve ser perturbador.
E isto está a ficar disparatado… Vamos às saídas.
Saída 2Dez2017 – O cemitério da bicharada e patinhas de águia cozidas.
“Sábado de Sol, estava um frio do caraças…”. Começa como uma música dos Mamonas Assassinas, mas acaba como aquele dia. Ó friozinho do caraças…
Mas, como eu sou um pouco masoquista, lembrei-me de levar o Blisstool a passear para zonas fresquinhas. O sacana do LTC (“O Lio Tem Clocodilos”, dito por um chinês. E eram piranhas, não crocodilos.) devia de estar com fome de chumbo! O terreno até que está mais ou menos limpo de mato estranho e ervas maquiavélicas, pelo que não vim de lá a sangrar dos ouvidos, mas duvido que tenha lá deixado uma bala sequer.
Apesar de as minhas saídas com o LTC (Lembrança Turística de Chernobyl) serem esporádicas, lá vou conseguindo, a pouco e pouco, tomar as rédeas da maquineta. Já devo dominar, de modo algo tremido, cerca de metade das capacidades daquela máquina infernal.
Já me perguntaram o porquê de colocar hipotéticos significados para LTC (Lewinsky Trama Clinton)(como acabei de fazer…) após a sigla. Ignoro o significado de LTC (Levanta-Te e Caminha), e, como sou preguiçoso, ao invés de procurar no “Gógu ou Globo” (É Google, mas ouvi esta há umas semanas), prefiro atirar para o ar estranhos significados para a sigla. Pelo que vou continuar sem saber o que LTC (Lascívia, Tentação e Croquettes) realmente quer dizer…
Voltando à saída, a coisa até que não foi muito famosa. Trouxe um Dinheiro e já foi caridade. Encontrei também aquilo que acredito que seja a parte superior de uma cruz, ou crucifixo. Mas é uma peça algo manhosa…
A saída estava a ser tão fraquinha, que comecei a tomar mais atenção à paisagem. E acabava por descobrir aqui e ali os restos mortais de alguns membros do mundo da bicharada.
O mais surpreendente foram os restos de uma águia. Encontrei uma área pejada de penas que identifiquei logo como sendo de uma águia. Estava também lá um dos ossos de uma asa e, pelo aspecto daquilo, tinha acabado de ser devorada muito recentemente.
Como sei que algumas dessas aves, sendo espécie protegida, têm um chip ou anilha, passei com o LTC (Lavar um Texugo Carente) sobre aquilo. Quando eu queria que o detector desse algum sinal, resolveu ficar calado. Nada.
Uns 50 metros depois, mais um monte de penas de águia. Presumo que fosse a mesma. Provavelmente foi uma raposa, que começou a devorar a ave num lado e terminou noutro. Aqui, além das penas, estavam também os pés da águia. Passei o LTC (Lamento Ter-te Comprado) sobre aquilo, tirei umas fotos e segui na minha vidinha. Uns minutos depois estava de volta, para colocar os pés da águia dentro de um saco e atirar para dentro da mochila.
Mais os X Réis de D. José e outras coisas sem grande interesse…
À noite, depois de ir à garagem buscar uma espécie de tacho/cafeteira, coloquei os pés da águia a cozer. O meu objectivo, que fará todo o sentido para quem não regular bem da cabeça, era retirar as garras da ave. Entendi, e bem, que seria mais fácil fazer isso se a carne estivesse cozinhada.
Como não me ajeito com essas coisas arcanas de culinária, coloquei um pouco de sal na água. Por via das dúvidas, fui perguntar à minha esposa, que estava a Facebookar no sofá, se devia de colocar mais um pouco. Ainda me lembro da cara de incrédula que ela fez… Afinal, o sal não era necessário.
Encolho os ombros, como quem se desculpa pela sua ignorância e volto para a cozinha. Parecia que estava a cozer uma galinha, pelo cheiro. Mesmo com o exaustor ligado, não havia volta a dar. Para todos os efeitos, eu estava a fazer uma canja… de águia. Sem arroz, nem nada. Sei que leva mais coisas, mas não costumo reparar nesses extras…
Por fim, depois de estar cozida, (Se calhar até demais!), lá meti mãos à obra e desossei aquilo, ficando apenas com as garras.
Ainda me ocorreu (e sei que não vou ficar bem na “fotografia”) dar uma dentadinha! Mas não aprecio os pés do frango/galinha na canja, e não seria dessa vez que ia ficar a gostar. Sempre poderia dizer que já tinha comido águia, mas ainda acabava com meia dúzia de tipos vestidos de elfos a protestar à minha porta.
E sinto a minha dignidade e sanidade a esvaírem-se, como o muco nasal de um tipo deveras engripado…

Saída 10Dez2017 – A invasão dos apanhadores de cogumelos.
Pegando no meu fiel Racer, lá fui eu para uma zona já bem conhecida. Trago sempre qualquer coisita, pelo que, volta e meia dou lá uma saltada.
Estranhei ver tantos carros e carrinhas estacionados junto do pinhal, mas, depois de encostar o carro numa zona em que ele é-me sempre visível, descubro o porquê de tanta carripana.
Era a invasão anual dos apanhadores de cogumelos!
Num raio de 50 metros à minha volta, devia de haver uns 4 ou 5, além dos que via mais ao longe. Aquilo devia de ser um cogumelo para três apanhadores… E lá andava eu, um detectorista, no meio daquela gente… Havia cumprimentos aquando de aproximações, mas nada de efusivo. Eles esgravatavam os cogumelos, e eu cavava as moedas e outras coisas. Não me assediaram e eu não lhes liguei muito. Além do mais, nem sabia o número deles…
Ainda deitei o olho, a ver se via alguma moça gira para me concentrar mais naquela zona, mas não. Era tudo tipos carrancudos e senhoras idosas que, olhando para os pelos faciais, deviam de ser todas do tempo de D. Fernando…
Bem, trouxe duas moeditas de D. Sebastião e uns dinheiricos, o que já não foi muito mau, além de 1 Euro para o gasóleo. E também mais uma medalhinha, e um anel e um brinco de prata. E mais umas cangalhas…

Saída 23Dez2017 – Sem grande disposição…
Lá fui desterrado para Rio Maior, mas como já me queixei no início deste texto, vou passar adiante…
Eram umas 3 da tarde quando encostei o carro num caminho de cabras (se a minha senhora sabe…).
Como teria apenas cerca de 2 horas para descomprimir os neurónios, nada como meter mãos ao trabalho e detectar.
Ao passar por um vale, dois ceitís. Mas tão moídinhos que eles estão! Ali, a areia aparecia a coisa de quase 20 cm. Sobre isso, uma grossa camada de matéria vegetal bem compacta. Aquilo deve ser ácido para as moedas!
Mas numa das encostas, as coisas começaram a sair em melhor estado. Primeiro foi o Real Preto de D. Duarte, e logo de seguida, os dois Dinheiros. A saída foi curta, mas estas 3 fizeram que tivesse valido a pena, mesmo estando com aquilo que se chama de “humor de cão”.
E mais umas coisas, a meu ver, sem grande interesse. Estão na foto para dar a ideia de que me fartei de apanhar coisas e a mesma não parecer tão vazia… E mais um anel de prata.

[Frases do Quotidiano: “Bons dias, alegrias, alergias e outras patologias!” (É assim que cumprimento algumas pessoas…) ]
UM FELIZ NATAL PARA TODOS E UM BOM ANO NOVO!!!!
Para o ano há mais…
