Saídas Outubro 2017
Incêndios e Jeovás. Com uma galinha pelo meio…
1ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 11Nov2017.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2017/11/11/saidas-outubro-2017-incendios-e-jeovas-com-uma-galinha-pelo-meio/
Ó mês fraquinho! Apenas quatro saídas, quando há uns tempos fazia duas por fim-de-semana. A detecção é apenas um passatempo para descontrair e limpar a ferrugem da alma e do corpo, mas há coisas que vão ficando atrasadas e, mais dia, menos dia, temos que olhar para elas e fazer alguma coisa quanto a isso. Além disso, também tenho andado entretido a arrumar alguns Teras de informação nos meus vários discos e a fazer uma espécie de reorganização nesta minha cave escura e bolorenta na Web que é este Blog.
E os cabelitos continuam a fugir não sei para onde, mas, em termos de alimentação a coisa já melhorou um pouco. Tive que reduzir as “patuscadas”!
Vejamos… Um almoço com a malta do trabalho na “casa de campo” de um colega, no princípio do mês, em que a minha esposa levou o habitual “caldeirão” de sopa-da-pedra. Como estava muito cheio, teve que ficar alguma cá em casa, pelo que tive umas refeições extra desse manjar. Depois veio mais uma edição do Festival da Sopas, em Alcobaça. Nem queria ir, mas como me obriguei a comer muito pouco durante o dia, perto da hora do jantar já estava com alguma fome. A minha pequenita, que ia com o caldo-verde debaixo de olho, também se atirou à sopa-da-pedra como uma doida! Já nem me lembro se comi 3 ou 4 tijelas de sopa, mas ela acompanhou-me em todas! Se, no fim, eu já me sentia bem atestado, ela devia estar cheia de sopa-da-pedra até às amígdalas!
E, por fim, algures para o fim do mês, mais um pequeno almoço com a malta do trabalho. Para não ser só comidas que fazem mal, desta vez fomos para o Cozido à Portuguesa. Isso e uns copitos de um vinho que, sendo saboroso, era uma verdadeira nitroglicerina.
Tenho que começar a tomar notas para o meu epitáfio…
Ora bem, hoje já é dia 7, e só agora comecei a compor o “esqueleto” deste artigo baseando-me nas minhas parcas anotações e vamos lá a ver se coloco alguma “carne” neste “esqueleto”… Queria ver se conseguia publicar isto antes do fim-de-semana… (E agora, ao fazer a revisão, vejo que o fim-de-semana já vai a meio…)
Foi, como é sabido, mais um mês de desastre. E não falo apenas das minhas saídas! Ouvi dizer que houve um incêndiozeco cá para estas bandas. Claro que estou na brincadeira. Como não dar por uma coisa daquelas dimensões??? A parte Sul do incêndio que limpou o Pinhal de Leiria estava a meros 15Km daqui!
À velocidade que ele se propagou, até podia ser a 100 metros. Sorte a desta zona, a do vento estar a soprar para Norte…
Quem me conhece, sabe que a minha zona de eleição para detectar é o Pinhal, o que se torna agora algo complicado. E, sendo o sortudo que sou, com uma série de zonas onde costumo detectar, no dito pinhal, a maioria bem fornecidas de mato denso e cerrado como a pelagem do Tony Ramos, apenas uma ardeu! Curiosamente foi a zona onde tropecei no Bubu e na velhinha mictante. Se ela lá tivesse urinado no dia do incêndio, aquilo talvez não ardesse tanto! A menos que ela urinasse petróleo… E, além disso, de todas as zonas por onde costumo andar, aquela nem era das melhores. Pelo que continuo a detectar rodeado de mato alto e espinhoso.
Atenção! Também não desejava que isto aqui ardesse! Claro que gostava que houvesse mais zelo na limpeza dos pinhais, mas também não gostaria de andar a detectar à vontade e sem ser picado graças a um incêndio. Sempre fui muito crítico quanto à má gestão dos pinhais desta zona e a evidente falta de limpeza de algumas áreas, pelo que não é grande surpresa para mim que acidentes desta magnitude aconteçam…
E uma das coisas que eu faço questão de ter no telemóvel são os contactos de duas corporações de Bombeiros desta zona, além da GNR e da PSP. Posso andar entretido na minha vidinha de detectorista, mas sou também mais um par de olhos atento a coisas anómalas. Prefiro meter-me em trabalhos por estar no meio do pinhal e dar um alerta, do que fazer de conta que sou ceguinho e ser apontado como suspeito pelas pessoas que sabem que por lá ando.
Na Segunda-Feira seguinte ao incêndio até tinha planeado as coisas de modo a poder ir cortar o cabelo, mas, com tanta cinza no ar, o barbeiro ainda ia achar que eu andava cheio de caspa. Durante todo o dia estivemos imersos num lusco-fusco onde se podia olhar directamente para o Sol sem receio de queimar as retinas. Parecia um queijinho plantado no céu, acima daquela neblina com cheiro a pinho.
E já previ que o que não ardeu este ano, arde para o ano que vem. Gostaria que assim não fosse, mas temos aquilo que se chama de políticos de trampa (para ser educado). O Triunvirato Golpista que nos governa diz que vai fazer isto, fazer aquilo, e não vai fazer ponta de um corno, para ser curto e grosso. As coisas que agora prometem como novidade, são as mesmas que António Costa, enquanto Ministro da Administração Interna em 2005, leu no “Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios” (PNDFCI), que atirou para o fundo da gaveta. Isto após as tragédias com os incêndios em 2003! Esse relatório foi encomendado pelo Governo Trouxa de Santana Lopes, mas só chegou às mãos do governo quando este já estava a ser delapidado por Sócrates & Pandilha Drakis. Penso que o homem tivesse mais que fazer…
E o Bloco de Esquerda deve estar desolado por terem ardido cinco pés de cannabis que cresceram “espontaneamente” no meio do mato lá para os lados de Leiria (ouvi isto numa conversa entre dois “agarradinhos”, enquanto atestava o carro). O Partido Comunista ficou triste pelas pinhas que arderam. Serão menos os votantes no Partido nas próximas eleições… Só lhes resta tentarem estender o direito de voto aos “Tous” da Bollicao. (Aqueles crominhos que calhavam nos Bollicaos nos anos 90…)
Acredito que as probabilidades de sermos governados por gente séria e honesta são mais remotas do eu ser atingido na cabeça por um meteorito do tamanho de um tremoço, enquanto estou de cócoras no fundo de uma mina.
Resumindo, assistir a toda a falsa preocupação manifestada na comunicação social pelo Triunvirato Golpista é tão emocionante como estar duas horas à espera que uma reles minhoca se esvaia em orgasmos múltiplos, enquanto a esborracho com a sola do chinelo de quarto…
E tive também a preocupante notícia de que um excelente camarada de detecção anda a penar com uma daquelas doenças que nós pensamos que só acontecem aos outros. Felizmente, ele está muitíssimo mais informado do assunto do que as pessoas que padecem dessa doença. Vai-lhe custar umas noites em branco e mais uns cabelos (ele também já não tinha muitos), mas ele está optimista e não dá o dia por terminado, pelo que é mais que garantido que, apesar das dietas de “papinhas”, a recuperação está garantida. O sorriso ajuda mais que rezinhas e pedincharia na igreja. Deus e os seus asseclas estão-se marimbando para nós…
Falando em Deus, num destes Sábados, aí por volta das 10 da manhã, tenho uma visita inesperada. Eu, talvez por ter sempre cerveja no frigorifico, não abro a porta a qualquer um, apenas porque tocaram à campainha. Abro a janela da sala e espreito.
Eram duas senhoras muito aprumadas, uma a dar até para o jeitoso! Topei-as logo. Testemunhas de Jeová. As minhas cervejas estavam seguras, se bem que a mais velha tinha ar de quem entorna um copito uma vez por outra…
Para meu espanto, perguntaram se a “Dona Marta” estava. Cordialmente, informei que ela estava a treinar, mas que voltaria antes do meio dia. Prometeram voltar. Fiquei preocupado… O que andam os “Jeovás” a fazer de volta da minha esposa? Quererão uma das suas receitas de doçaria? Quererão saber quantas sacas de pinhas eu tenho na garagem? Pensarão que eu sou o Demo e andam a recolher informações das minhas maldades? Será que a “mais jeitosa” e a minha esposa andarão “enroladas”? Será que me deixam assistir?
Nestas coisas da fé sou muito pragmático e asmático (falta-me o ar cada vez que tenho de engolir uma hóstia. E pensar que, quando era mais novo, cheguei a comê-las aos punhados, algumas com manteiga…).
Na minha humilde opinião, a crença em divindades, sejam elas quais forem, é uma manifestação da parte mais primitiva do nosso cérebro. Atenção, não estou a chamar “primitivos” e “trogloditas” àqueles que acreditam! Bem, alguns até que o são, mas a questão agora não é essa. E também os há em igual medida no lado dos cépticos…
Esse nosso lado mais primitivo é o que está ligado à sobrevivência e integridade física. Reagir perante uma ameaça pode parecer instintivo, mas é apenas a tal parte “primitiva” de nós a tomar as rédeas.
Estudos demonstraram que o nosso cérebro está concebido para acreditar. Tudo o que não compreendemos é atirado para a saca da fé e crenças. Pelo que não vejo grande diferença entre acreditar em Deus ou em lobisomens. Claro que acreditar nos nossos políticos já não é um sinal de fé, mas sim de sérios problemas cognitivos. Quem acredita no Pai Natal e na Fada dos Dentes tem mais hipóteses de ser considerado são, do que aqueles que acreditam que o Sócrates vivia da caridade do amigo “Multibanco”, e que aquele dinheiro todo afinal não é de ninguém.
Como sou um tipo com carradas de sorte, no fim disto tudo, os advogados do homem ainda vão conseguir provar que afinal o dinheiro era meu, e que fui corrompido por um limpa-chaminés de Esposende…
Será a aldrabice inata, como quando salivamos como os cãezinhos do Pavlov ao imaginar que estamos sós em casa e que a Érica Fontes nos bate à porta; ou será adquirida, como quando nos fazem sinal de luzes na estrada, a avisar que está uma patrulha da Brigada mais à frente, e nós reduzimos a velocidade, isto depois de uma quantas multas no portfólio???
Tenho tanta pena do homenzinho, que nem o descascar cebolas com a testa me causa uma lágrima…
Vamos às saídas…
Saída 08Out2017 – (Nem me ocorre um título para aqui colocar!)
Saída um bocadinho fora de rota, andando sem destino. Encostei o carro à beira da estrada, num sitio bastante movimentado até, e aí fui eu, pinhal adentro, sem rumo definido.
E até que apareceram umas coisitas! Nada de muito emocionante, diga-se a verdade, mas o meio Dinheiro já me alegrou. O Ceitil também está bem razoável. Agora a caganita romana… Bem, é uma caganita romana…
Chapecas, badalecas, fivelecas e mais umas balecas… Podia ser pior.

Saída 15Out2017 – O País a arder e eu… a detectar. Com participação especial de uma ave.
Durante a saída anterior, uma vez que as moedas tinham saído apenas numa zona, ao passar por lá, resolvi cuscar mais um pouco aquele pedaço de pinhal. Não há montes nem vales por ali. É tudo plano, pelo que não há muitos pontos de referência para um tipo se orientar, mas, deitando o olho ao GPS uma vez por outra, lá cheguei.
Centavos e escudos, uns atrás dos outros, com uns eurecos pelo meio. E lixo, muito lixo! Cavei tudo o que estava acima dos valores de ID de 30 e cavei mesmo muita tralha. Pelo meio, umas coisas mais interessantes. Até que cheguei à zona em que seria suposto dar meia volta. Saiu então um Dinheiro de D. Afonso III. Farto de numismas mais recentes, animei-me e toca a concentrar-me naquela zona.
Em menos de 5 minutos já tinha mais um Dinheiro (D. Dinis) e um ½ Real Preto do raro D. Duarte. Pouco depois, V e X Réis de D. João V.
Quando achei que aquilo já estava razoavelmente batido, toca a caminhar para o carro. Uns passos e mais um sinal, a dançar entre 15, 16, e os 30 e poucos. Continuei a andar, mas uns passos depois uma pulguinha sussurrou-me que talvez fosse melhor averiguar a coisa, pelo que voltei atrás. Cavei e era mais um sacaninha de um Dinheiro (mais um de D. Dinis).
Tive ainda tempo, no meio disto tudo, para desenterrar duas poias daquilo que me parece ser alumínio fundido e uma velhinha chave de porcas.
Chego ao carro e vai um carro dos bombeiros a passar na estrada, com pirilampos, buzinas e o aparato todo. Parecia um desfile de Carnaval! Não dei muita importância. O que não falta por estes lados são carros de bombeiros, INEMs e polícia, numa urgência qualquer.
Perto de casa, ao sair da IC9, enquanto fazia a curva, fico de frente para a Nazaré e vejo então uma coluna de fumo. Pelo azimute, era “lá para os lados da Légua”. Não era muito grande, mas com o calor que fazia e sabendo que aquilo é só pinhal, adivinhei que se não apagassem aquilo depressa, as coisas podiam descambar.
Depois do jantar, espreitando pela janela da sala, dava para ver, apesar da distância, um extenso e sumido clarão. O fumo esbatia muito do espectáculo dantesco que por ali andava.
No dia seguinte, acordámos imersos num nevoeiro sujo, que, viemos a saber pouco depois, era o fumo do incêndio no Pinhal de Leiria. Pelas notícias, o Diabo tinha andado solto durante quilómetros e quilómetros… Triste, mas não surpreendente.
Raios! Já me esquecia da galinha!!!
Enquanto andava lá muito descansadinho a abanar a coil e a enxotar umas abelhinhas, vi passar entre dois tojos o que me pareceu ser um passarão. Parecia-me uma galinha, mas era uma coisa tão improvável, que pensei que fosse uma outra ave qualquer. Uma águia estrambólica, demasiado preguiçosa para voar, ou um faisão que aparou a cauda.
Achei curioso, mas como não acreditei que a criatura ficasse por ali à espera que eu fosse ter com ela, optei por ignorar. Já uma vez, também em detecção, encontrei um faisão, e, largando o detector, dei em correr atrás do bicho. E ele corria, corria, corria, até achar que eu já estava cansado o suficiente, e levantar voo para o meio dos eucaliptos.
Andando para aqui e para ali, eis que dou de frente com uma sacana de uma galinha! Eu devia de estar a cerca de 200 metros das habitações mais próximas, e, para ali chegar, ela teria que passar sobre uma estrada mais movimentada que as contas do Santos Silva. Que me recorde, nunca vi uma passadeira naquele troço de estrada…
Parei embasbacado, e ela ali nas calmas. “Esta tenho que a apanhar!”, pensei eu. Via-se que estava habituada à presença de humanos. E eu queria ver se também estava habituada a panelas, como as que temos lá em casa.
Sem muita pressa, pousei o detector, a pá e tirei a mochila. Como quem não quer a coisa, sem a olhar nos olhos, lá me fui aproximando descontraído. Quando estava a coisa de meio metro dela, começo com aquelas brincadeiras que, quem tem galináceos, faz quando lhes vai dar comer. E estico os braços para a agarrar… O pai dela devia de ser o Flash!!! A desgraçada nem voava nada de jeito, mas voava mais do que eu! E foi o suficiente para, um minuto depois, desistir de a tentar apanhar. Pensando bem, havia de ser bonito, passar o resto da tarde com uma galinha viva dentro da mochila.
Antes de recolher o equipamento de detecção, aproveitei para “regar um tojo”. Ocorreu-me que ela poderia ter tido uma “relação especial” com o dono, e olhei em volta a ver se ela era atraída. Nem que fosse por ter sede… Mas não. Provavelmente estava a espiar-me, escondida atrás de um tojo, enquanto se tocava…
Deixa-me mas é avançar, antes que seja preso…
A senhora Ramalho, lá para o fim do mês, consegui encontrar um Pinto (É uma moedita de ouro, ó brasileiros! Não é nada daquilo que pensaram inicialmente!), e eu, com uma galinha tão grande à mão, deixei-a fugir! Ó sorte vadia, que vais com todos, excepto comigo…
Vamos às fotos…

Saída 22Out2017 – Gostava de encher 10 páginas no Word com esta saída, mas não…
Mesmo local da semana anterior, mas sem galinhas e incêndios. Foi tão calma, esta saída, que me dei pelo tempo passar. De repente começou a arrefecer e notei então que o Sol já estava a tocar no horizonte. Toca a ir para casa.
Mais umas moeditas porreiras (para mim), mas digamos que foi uma saída sem história. Não foram 10 páginas, mas dois parágrafos foi o que se arranjou… No apontamento desta saída, apenas consta a data.

Saída 28Out2017 – O filhote da galinha apareceu noutras bandas e o botão dos rádios Philips.
Deprimido por a senhora/menina Ramalho, uma detectorista que tem aquilo que se chama de muito boas saídas em detecção, ter encontrado um Pinto no dia anterior, lá me conformei de que a minha vez ainda está mesmo muito distante. Mais depressa me acontece uma espécie de lepra genital, em que, enquanto urino, sai um cachorro tipo salsicha debaixo do móvel do lavatório da casa-de-banho, e foge com o meu “apetrecho” nos dentes porta fora, levando as minhas peúgas calçadas…
Tentando enganar-me a mim próprio (e a Santa), prometi ir acender uma velinha a Fátima se encontrasse algo invulgar e único.
O pin de colocar na casa do botão, esmaltado e com “PHILIPS RADIO” é invulgar. Não é nenhuma relíquia, mas, até ver, é único. E A FÁTINHA QUE ESPERE SENTADA, À ESPERA DE SE AQUECER COM UMA VELINHA MINHA!!! NÃO ERA A BOTÕES QUE EU ME REFERIA, Ó TRAPALHONA!
O pedaço que eu estava a trilhar já era mais que familiar, e já de lá tirei muitas moedas. Sai sempre qualquer coisinha, mas cada vez tenho que cavar mais fundo.
O Ceitil, fundinho como estava, dava um sinal a tremer entre os valores ferrosos e os 30 e poucos. O que eu poderei definir como “valores ferrosos”, aqui, são lixos que estão entre os 15 e os 20 de ID, no Racer. Claro que, se houver muita ferrugem na peça, aquilo são tudo tijolos de prata!
Ceitil castiço! De D. Afonso V, lá tive que o colocar mais perto da malta que o saberia identificar com mais clareza. Sabia que era do Tio Afonsinho, mas tinha algumas dúvidas quanto ao resto. A letra à esquerda parecia um “C”, mas também podia ser um prato com papas, e o escudo era (E é! Pelo menos, não me parece que ele tenha crescido…) bem pequenito.
E lá vieram os experts nesta arte arcana que é a identificação de Ceitís. Cunhado em Cebolais (???) (Ou Ceuta??? Terão que me desculpar, mas já bebi uns copitos de Vodka. Está frio…), é um 9.2.21 no Magro.
Não foi uma má saída para o tempo que lá andei, mas esperava Morabitinos e coisas afins, uma vez que os Deuses do Detectorismo andavam a bafejar com a sorte os detectoristas portugueses. Mas, em cima de mim, eles apenas soltaram os gases…
Toca a ir para casa tomar uma banhoca, para tirar o repelente do corpo.
Ao sair do banho, olho para os pés (nem que fosse para ver se eles ainda lá estavam) e reparo que tinha as unhas um pouco compridas. “Olá! Já não nos vemos à um tempinho, não é? Suas marotas! Vamos lá buscar a tesoura.” É. Estavam granditas. Se me pusesse a esgravatar com os pés, como o fazem as galinhas, ainda me davam um certificado de coveiro.
Podia ser mais grave se fosse a banhos para a Foz do Arelho. Ainda acabava por ter um mariscador a ralhar comigo por lhe andar a pisar as ameijoas. Imagino a cara do homem quando lhe explicasse que aquilo não eram ameijoas, mas sim as unhas dos meus pés.

[Frases do Quotidiano: Numa das últimas consultas de rotina, com o médico contratado pela empresa. “O senhor fuma?”. “Fumava, mas já deixei.”. “E há quanto tempo deixou de fumar?”. “À coisa de 10 minutos.”]
Um grande abraço aos que se deram ao trabalho de ler esta coisa, e boas saídas para os detectoristas!
