Saídas de 30Jan e 6, 7, 9 e 13Fev2016
“Detetorar” e as prendas da Santa Érica Fontes…
1ª Publicação: Fórum “Prospectores de Portugal”, em 13Fev2016.
URL: http://www.prospectordemetal.com/t8539-saidas-de-30jan-e-6-7-9-e-13fev2016-detetorar-e-as-prendas-da-santa-erica-fontes
2ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 17Mar2016.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2016/03/17/saidas-de-30jan-e-6-7-9-e-13fev2016-detetorar-e-as-prendas-da-santa-erica-fontes/
E cá estou eu uma vez mais… As minhas visitas ao fórum têm mais que erráticas, tendo inclusive cogitado o meu afastamento definitivo deste portal de partilha e aprendizagem.
Mas, eis que vou a um convívio onde consegui “casar” alguns nicks com rostos… Tudo malta do melhor que se pode encontrar! Opiniões variadas, experiências diferentes, teimosias a raiar a fé, novidades e “o Diabo a sete”… Foi o meu primeiro e, a haver mais “cenas destas”, não será o meu último.
Foi aquela malta que me convenceu que vir aqui vale bem a pena!
Ora bem… Tenho por aqui algures umas saídas para partilhar… Nada de espampanante, ficam já avisados. Bem excepto, talvez no desarranjo intestinal que tive numa delas…
Saída 30Jan2016 – “Detetorar”…
Enquanto a “Maria” foi “fazer umas compras” com a pequenita eu saio-me com o proverbial “eu vou ali e já venho”. (A coisa parecia que ía demorar…) Vai logo ela: “Vais “detetorar”, não é?” (Atenção, o “detetorar” é uma piada nossa. Ela sabe perfeitamente qual é o termo correcto.) E, claro, a minha resposta foi: ![]()
Resolvi voltar a visitar um cabeço que já está mais que “batido” por mim. Até o Salomão e o Brunofu já por lá andaram. Se não me engano, o Salomão tropeçou em dois ceitis por lá. Mais uns quantos que eu já de lá tinha tirado, aquilo parecia-me a dar para o “seco”… Mas era perto e nunca se sabe…
Não sei bem como, saiu-me uma fivela castiça. “Olá! Onde tens andado tu?”
Olho para a esquerda e vejo uma encosta quase a pique. “Bom sítio para perder umas coisitas…” Meto-me à bruta por ali abaixo, começando a contornar a encosta seguindo linhas de cota imaginárias. Apesar de estar sempre na eminência de ir ver mais de perto umas pinhas que estavam lá no fundo da encosta, lá encontrei 3 ceitizinhos…
Toca o telemóvel e toca a andar para o carro…
Ainda tive tempo para engordar mais um pouco o saco das anilhas de pombo-correio e, a chegar ao carro, a m*rda de 5 pesetas espanholas. Deve de ter sido um espanhol que foi para ali levar na “saca das bufas”. Consta que eles gostam muito dessas coisas… Ou é de touradas? Estou confuso…
Devo de ter algures umas fotos da saída… Aqui estão elas…

Saída 06Fev2016 – Convívio e poucos achados (pelo menos para mim…)
Podia ter feito melhor figura, mas foi o que saiu. Um Rublo? Mas para que quero eu o sacana de 1 Rublo? Mas tenho a certeza de que se tivesse levado a minha esposa tinha ganho um prémio!

Saída 07Fev2016 – Umas moedas e caganeira poética…
A minhas “Marias” quiseram ir ver o desfile de Carnaval e “eu tenho que ir ali”… ![]()
Voltei para o mesmo cabeço da semana anterior (para vocês foi à uns parágrafos…). Como a coisa seria a dar para o rápido, optei pelo modo All Metal do Racer. Eu explico… Como aquela coisa está sempre a zunir nesse modo, ao fim de um tempo começo a ficar com uma dor-de-cabeça brutal. E nem uso os headphones!!!
Bem, ajustando a coisa até ao limite do suportável, lá vou eu. Passando por uma zona onde já tive a “felicidade” de desenterrar duas enxadas, noto, no meio daquela “zoeira”, um sinal a dar para o sumido. Valor 87 (nesse valor, a coisa promete sempre!) e o pinpoint dá a profundidade de 35cm (eu sei que é um valor relativo. Mas de qualquer modo, o que quer que fosse, estava bem fundo…). Depois de cavar um minúsculo (pois…) buraco, lá consigo sacar bem no fundo uma traquitana qualquer de D. José… Só depois de minimamente limpa em casa é que vi que eram X Réis de 1750 dos Açores(???). Já apanhei um de V Réis também feita para circular nos Açores a coisa de 300 ou 400 metros daqui de casa. Mas não pensava que fossem tão comuns…
Intrigado pelo relevo estranho daquela moeda, a minha flora intestinal resolve também ver o que se passa com aquela moeda. Talvez tenha sido apenas algo que eu tenha comido ao almoço, mas parecia que os meus intestinos estavam numa máquina de lavar. Comecei a suar profusamente… Pontada daqui, pontada dali, peidinho daqui, peidinho dali… Ups!!! Parece que vem aí molho! Felizmente já tinha um buraco aberto… Nunca pensei que fosse possível baixar as calças e os boxers em conjunto ao mesmo tempo que nos agachamos numa emergência similar à de sermos alvejados por gangsters da Buraca. Nem foi preciso fazer pontaria. O buraco já era grande. Ainda temi que a torrente de “lava” o fizesse transbordar… E, como por magia, em dois minutos já estava são como um pêro. Abençoados lenços de papel! Devia de ser bonito se tivesse que me limpar a uma pinha! (Nota para mim mesmo: Comprar lenços de papel com cheiro a mentol.)
Tapei o buraco e vesti-me. Sim, por essa ordem.
Continuei então a caminhar para o cabeço que era o destino da minha saída. Na subida a corta-mato, um sinalzito. A oscilar entre o 47 e o 51. Tinha acabado de desenterrar uma anilha de pombo-correio, pelo que não esperava grande coisa. Em condições normais, o papel-prata bate no 45-49. Mas sei que os dinheiros vão desde o 45 até ao 51 (pelo menos dos que saquei com o Racer até agora). Nada como cavar para matar a curiosidade. Quem diria! Um Dinheiro. Se há moedita que me anima sempre é o bendito do Dinheiro!
E, chegando ao cabeço, tenho de imediato um sinal ténue. Valor a oscilar entre o 83 e o 87. Profundidade a oscilar entre os 34 e os 40cm. ![]()
Depois de muito negociar a profundidade do buraco com uma enorme raiz de pinheiro que estava no caminho, lá detecto bem no fundo e na lateral do buraco uma moedita. 1 Real Preto de D. João I. Desde que saquei um ceitil e III Reais de D. João III a 40cm de profundidade com o Racer em modo All Metal (sim, 40cm. Medi com a pá.) que comecei a não duvidar muito quando ele me dá dados destes. Seria difícil de medir a profundidade do buraco devido à raiz, mas o Real devia de estar também a cerca de 40 cm.
A minha senhora telefona a dizer que estão prontas para “regressar á base”.
Tenho que ir, mas antes de tapar o buraco volto a passar a coil na zona. ![]()
Há mais qualquer coisita ali… Valor 87 e a profundidade a rondar os valores anteriores. Novo buraco, este ao lado do anterior. Na verdade, tapei o primeiro com a areia do segundo. E, para grande alegria minha, 1 Real Branco de D. João I!!! Ainda só tinha apanhado um até hoje (bem, hoje não. Até àquele dia…). “Raios! E eu que tenho que me ir embora…”. Como sempre, antes de tapar o buraco, volto a passar a coil na zona.
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Uns 20cm ao lado, um sinal em tudo gémeo do anterior. “Cavo. Não cavo. Já devia de estar a chegar ao carro…” E, como sou uma pessoa sensata, fiz o que qualquer outro no meu lugar faria se tivesse a Érica Fontes em casa à minha espera, sedenta, quentinha e com pouca roupa… Cavei! Ainda bem, porque saiu mais um Real Branco!!!
Depois de dançar até pensar que os meus intestinos se iam rebelar de novo, lá tapei os buracos convenientemente, estando convencido de que ainda lá havia mais qualquer coisa.
E, quando um gajo tem pressa de chegar ao carro, parece que os sinais não param de surgir. Porra, eram apenas mais 20 Escudos e, mais á frente, 20 Centavos de 1900 e trocó-passo…
O que me vale é que quando mostrei os achados à minha senhora ela até que foi compreensiva. Pena que não seja sempre assim…
Já me esquecia das fotos…

E, depois de uma noite em azeite.
Não sei que raio de azeite ela me deu, mas tenho a impressão que as moedas andam a cheirar a fritos. Ela diz que foi do da garrafa… Hmmm…
Saída 09Fev2016 – Afinal enganei-me…
Aproveitei um bocado da manhã do feriado para lá voltar ao local das 3 moeditas de D. João I. Afinal, enganei-me. Não havia lá mais nada. Pelo menos o Racer em All Metal disse que não… Mas lá consegui sacar umas misérias pelo caminho. Meio ceitil? Raios! Não tenho sorte nenhuma… E para que quero eu um broche? Para pôr ao peito? Nem tem a parte do alfinete completa! Ainda se fosse dos outros…
Mais uma fivela e a chapa de outra, as sacanas das anilhas e um anel de “chapa”…

Saída 13Fev2016 – O regresso ao altar de Santa Érica Fontes…
Algures o ano passado tive a felicidade de tropeçar numa série de moedas de D. Duarte, D. João I e D. Afonso V todas aninhadas e aconchegadinhas numa pequena área.
Já lá passei várias vezes depois disso e já lá andaram alguns membros deste fórum a quem mostrei a zona. Nada!
Como agora tento andar o máximo de tempo em All Metal (pelo menos enquanto não vem a dor-de-cabeça) e sabendo das coisas que ele “vai buscar”, nada como voltar a bater algumas zonas que foram deveras produtivas.
A caminho de uma dessas zonas, passei perto do local anteriormente referido. “É só um pequeno desvio.” Chego lá e sou logo brindado com um sinal. Estável e profundo, como seria de esperar. Tudo o que estava mais perto da superfície já eu “aspirei” o ano passado. Lá vem mais um mega-buraco… E, “ó larilas”, mais um Meio Real Cruzado de D. João I. Ainda só tinha tirado um até hoje e, curiosamente, foi ali mesmo! Mais uns sinais sumidinhos que, depois de cavados, lá resultaram em duas de Meio Real Preto de D. Afonso V e mais um Meio Real Preto de D. Duarte. Já lá tinha apanhado umas poucas de D. Duarte, pelo que seria de esperar que saísse mais qualquer coisa dele na eventualidade de haver lá mais moedas…
Ahhh, tenho que acender uma velinha à Santa Érica Fontes… Muito reza aquela moça…
E, já no caminho de regresso, mais uma medalheca…

Vamos a ver se amanhã tenho alguma sorte, que isto anda fraco…
Um abraço a todos e boas saídas!
