10Jan2015
A Saga do Caminho Desaparecido, um lenhador distraído, o pote no fim do Arco-Íris e mais umas coisas…
1ª Publicação: Fórum “Prospectores de Portugal”, em 10Jan2015.
URL: http://www.prospectordemetal.com/t7546-2015-01-10_a-saga-do-caminho-desaparecido-um-lenhador-distraido-o-pote-no-fim-do-arco-iris-e-mais-umas-coisas
2ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 03Mar2016.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2016/03/03/2015-01-10_a-saga-do-caminho-desaparecido-um-lenhador-distraido-o-pote-no-fim-do-arco-iris-e-mais-umas-coisas/
Antes de tudo, só depois de tirar as fotos e as ter passado para o PC é que vi que ando um dia atrasado em relação às outras pessoas. Uns talvez notem, outros talvez fiquem a pensar no que “raio está ele a dizer”…
Estava em pulgas para voltar ao caminho em cujo troço tropecei a semana passada. Mesmo com bússola, continua a ser uma carga de trabalhos manter-me no rumo. Tantos sítios para passar com o detector…
Logo de madrugada, levantou-se o Sol e levantei-me eu. A minha esposa pensou que eu estava doente ou que ia ter com outra àquela hora da matina…
Anda p’ráqui, anda p´ráli, desenterra algo aqui, desenterra algo acolá… Foi o mote desta manhã. Como desconfiava, há lá moeditas, mas infelizmente reportam-se quase todas ao mesmo período, com a bela excepção do dinheirinho.
As de 100, 20 e 10 Escudos no topo da foto foram encontradas no cruzamento do caminho “sumido” com um bem mais recente e bem mais usado.
Ainda houve tempo para a Nossa Sra. da Nazaré (outra vez essa gaja) me pedir em casamento (a medalha estava a menos de 5 metros do anel).
Encontrei uma miserável de uma podoa, que não devia de ver a luz do Sol à dezenas de anos, e ainda uma cunha de ferro, das usadas para “rachar” os troncos para formar tábuas. Aquilo deve ser do tempo da infância da Lili Caneças! 100 anos, pelo menos…
E eis que o EuroAce saltita todo contente com um belo de um sinal. Para todos os efeitos, parecia prata, ou a afamada lata de sardinhas. Faço o pin-point e vejo logo que o “bicho” é grande. “Que raio! Deve ser um bidão de resina que aqui enterraram…” Desato a cavar e a cerca de 20 cm de profundidade noto um bordo redondo e branco. “Mas que m*rda é esta?” Infelizmente, estive lá perto. Era um sacana de um penico esmaltado!!! Provavelmente era ali o fim do Arco-Íris. Mas, ao invés de um pote de ouro, tinha à minha espera um pote de m*rda!!!
Não tenho sorte nenhuma!
Além disso, mais uma fivela, mais um balázio de mosquete (aquela porra devia de fazer mossa a quem levasse com ela!), mais uns quantos invólucros e mais umas coisecas sem interesse nenhum…
Ups, e uma moeda de V Réis com um furo (foi usada como medalha, não me perguntem para quê) e logo ao lado, uma moeda toda “moída”, com o carimbo de “10”. Pelos poucos detalhes que sobraram e tamanho, parece-me uma como as de V Réis de D. João V ou parecido com o carimbo a alterar o valor legal. Ainda se consegue descortinar parte da grinalda na face que tem o “10” batido.
Da parte da tarde, já bem lá para o meio da mesma, fui testar uma zona para avaliar a potencialidade dos achados.
Resumindo, nada de jeito. Mais valia ter voltado para o meio do pinhal…
Geral_Manhã
Medalha e anel.

Dinheiro e coisa estrambólica.

Achados estranhos
“La podoa, la podoa… La madre que la parió…”

Uma ponta de seta romana… Nãããã… É uma p*ta de uma cunha com quase 30 cm de comprimento e à volta de 3 Kg de peso.

A marcar o término do Arco-Íris, um belo de um pote de… m*rda…
Só a mim é que me calham coisas destas.

Geral_Tarde
Um fracasso, se bem que andava por lá uma francesa…

E, para terminar, vou reduzir drásticamente o número de posts que faço. Doravante, só farei posts uma vez por mês, com uma espécie de “best-of” das saídas.
Canso-me mais a fazer posts do que a “abanar a panela”…
