2015-01-04
A manhã é um Flop e a tarde um Plop…
Ah, e desta vez não houve galdérias…
1ª Publicação: Fórum “Prospectores de Portugal”, em 04Jan2015.
URL: http://www.prospectordemetal.com/t7530-2015-01-04_a-manha-e-um-flop-e-a-tarde-um-plop-ah-e-desta-vez-nao-houve-galderias
2ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 03Mar2016.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2016/03/03/2015-01-04_a-manha-e-um-flop-e-a-tarde-um-plop-ah-e-desta-vez-nao-houve-galderias/
De manhã, como a minha senhora tinha treino na Nazaré, aproveitei a deixa para ir limpar as solas das botas ao pinhal. Como a coisa tinha de ser meio rápida, fiquei-me por um caminho que era usualmente utilizado para o transporte de lenha e, mais recentemente, para alguns donos passearem os seus “lulus”, a avaliar pelas “minas”…
Mais valia não ter ido! As moedas são todas recentes e ainda tive a infelicidade de pisar uma maldita de uma “mina”. Só espero que fosse de cão! É que aquilo quase que chegava ao joelho!
Lá me vim embora, algo desanimado e, para acabar em miséria, sai-me uma cachopa de 1 Dime americanóide mesmo antes de aterrar no carro.
Mas tive a sorte de poder sair também à tarde. E lá fui eu, com a bênção da minha senhora.
Claro que não ia para o mesmo sítio! Parti em missão exploratória, para avaliar uma zona onde passava um caminho do qual já nem vestígios há. Encontrar o começo num cruzamento é fácil, mas como daí em diante é tudo plano a coisa complica-se. Como poderão ver mais à frente, o caminho é antigo.
Para não ter sempre sorte, esqueci-me da p*ta da bússola e tive que tirar o azimute a olho. Está mais que visto… Ao fim de 10 passos já devia de estar perdido… Um outro cruzamento onde o caminho passa, a cerca de 400 metros, ficou a cerca de 40 ou 50 metros para a minha direita. Não admira que num sentido não tenha tido um único sinal do detector. Minto… Apitou uma vez quando lhe passei a pá à frente para ver se não estaria avariado…
Correcção do azimute e toca a voltar para trás, que o Sol já se pôs e fico “à mingua” se me atraso para a janta.
Continuo sem sinal de vida do detector quando de rajada saco 3 moedas de X Centavos em coisa de 10, 15 metros. Fico animado, é claro. Pelo menos um bocado do caminho estava ali.
Andando aos S’s daí em diante, saco o que me pareceu ser um ceitil à fraca luz do led da Pro-Pointer (o afamado lusco-fusco, onde ainda se vê um pinheiro, mas já não se vê o que se tem nas mãos). Só quando cheguei ao carro é que pude ver que era um Real Preto. Confirmei em casa com uma luz mais decente e é um Real Preto de D. João I. Já tinha tirado outro à coisa de 2 meses atrás.
20 ou 30 metros depois, mais um sinal. Cavo e saco uma moeda. Tapo o buraco e, como de costume, volto a passar com a coil sobre a área. Novo sinal. Cavo o que já tinha cavado e saco mais uma moedita. Uma vez que elas são colocadas na mica por “ordem de chegada”, pude constatar que a primeira são 20 Réis de 1891 (D. Carlos) e a segunda são X Réis de 1884 (D. Luís). Quem andava com moedas de reis diferentes na algibeira?
Mais uns 10 metros, ou coisa que valha, outra de X Réis. Esta de 1882. “Bem… Isto está a dar… Porque é que só começo a tirar moedas de jeito quando já nem consigo ver os pés?” Aparentemente, a luz da Lua faz as moedas sair para mais perto da superfície…
Além disso, um dedal, um canivete (mais um), um anel minúsculo (de criança), um “aplique” decorativo todo marado (vulgo, tacha) e uma baleca de chumbo.
Porque tem o Sol de se pôr tão cedo??? Bem, pelo menos já sei para onde vou para a semana…
Manhã
Tarde
Realeco Farrusco de D. Janeca I.

