27&28Dez2014
Uma carrada de tralha, alguma dela boa e “O Vale da Angústia – O Regresso da toupeira com detector”
1ª Publicação: Fórum “Prospectores de Portugal”, em 28Dez2014.
URL: http://www.prospectordemetal.com/t7489-2728dez2014_uma-carrada-de-tralha-alguma-dela-boa-e-o-vale-da-angustia-o-regresso-da-toupeira-com-detector
2ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 03Mar2016.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2016/03/03/2728dez2014_uma-carrada-de-tralha-alguma-dela-boa-e-o-vale-da-angustia-o-regresso-da-toupeira-com-detector/
Dia 27
Fui testar uma zona que me parecia promissora em achados e vim de lá algo desapontado. Se não fosse o Ceitil, até tinha chorado…
27Dez2014_Geral
Dia 28
Resolvi atacar os arredores do Vale da Angústia, de onde já saquei uns sabonetes. São como os do Lidl, mas mais pequenos e rijos.
Para não ficar mal-habituado, fui lá abaixo e lá desenterrei mais dois tijolos que, se forem polidos, dão uns belos de uns espelhos. Aquele vale não gosta de mim…
Mas nos pontos mais altos dos arredores, lá fui encontrando alguma coisita…
Hoje foi o dia das medalhas e da joalharia, com destaque para a “reciclada” de St. António. Como se costuma invocar o St. Antoninho para encontrar as coisas perdidas, vou começar a andar com ela para ver se encontro as coisas perdidas pelos outros…
A douradinha deixou-me com a pulga atrás da orelha… Estava a cerca de 10 cm de profundidade e teve mais que tempo de ser atacada pelo “caruncho”… É alusiva à Fatinha, mas tenho que olhar para ela com mais atenção…
Lá veio uma medalheca em prata, com a agravante de, além de ser recente, o signo nem é o meu…
Ainda parte de um brinco de prata, carregado de diamantes e rubis. Pois… Isso queria eu! Mas as vermelhuscas parecem mesmo rubis!
Como é apanágio, lá veio à tona a galdéria de prata com a fronha de 2$50 (esta de 1944), bem aconchegada com uma de 50 Centavos, duas de XX Centavos e uma de X Centavos. Alguém que se sentou e tinha os bolsos rotos ou alguém que foi evacuar a saca das bufas e, não tendo papel, se limpou às moedas…
Mais duas fivelas, um aplique que me parece uma colmeia “à la Disney”, um botão (aparentemente, banhado a ouro na face) umas balecas e uns invólucros e ainda algo que não sei nem como classificar… É a última foto. Se alguém tiver dicas, agradecia (Não sei porquê, mas os vossos cérebros costumam ignorar esta parte…)
28Dez2014_Geral
Sim, já vi que está meio desfocado…

Medalhas e afins.

Sabonetes e a de XX Réis de 1883. Um dos sabonetes é um de X Réis de D. José. Agora, de que ano…?

Coisa… Dicas????

Adenda:
Em resposta a um dos membros do Fórum (RDSprime), no desenvolvimento deste post:
“Tenho a sorte de morar numa zona que sempre foi povoada desde os tempos mais remotos. Umas zonas mais que outras… Se juntares um pouco de trabalho para ver por onde as pessoas se deslocavam antes do alcatrão, vais ter uma série de “alvos”. Cada um terá os seus métodos para avaliar a propensão ou não de uma zona ter ou não algo de interessante. Por experiência própria, sei que determinados “spots” dos caminhos estão sempre “minados” com itens interessantes. Agora cabe a cada um determinar quais são esses “spots” nos caminhos que explora.
Uma dica: Se tiveres um caminho que vai de A a B, com, digamos 7 ou 8 km de extensão, algures a meio, ou numa zona abrigada ou num cruzamento, garanto-te que vens de lá cheio!
Há mais, mas cada um tem os seus segredos…”
E, mais adiante:
“Cada zona tem as suas “manhas”. Depende da utilização que foi dada à zona ao longo dos séculos. Aqui a exploração madeireira já é coisa que vem de à uns bons séculos. O caminho que as pessoas seguiam para ir buscar água ou dar água aos animais (bois, vacas, vizinhas gordas), ou fazer a lavagem da roupa, ou transportar a madeira e ir, porque não, apenas “adubar” o pinhal, acabando por ter que limpar o rabo a uma pinha (já me perdi), nem sempre eram curtos. Aqui implicava alguns passeios mata fora. É só ter bons dados e uma palavrinha amiga dos mais idosos. E convém não esquecer que o transporte de madeira nem sempre é a parte mais árdua. O derrube e corte dos troncos em pranchas era muitas vezes feita no local, o que dá azo a “coisinhas engraçadas” a cair na areia. Tenho visto isso ao andar à toa pelo meio do nada e a encontrar coisas que ficam completamente fora “de rota”…
Mas é como disse no início, cada zona tem as suas manhas e compete a cada um estar a par delas. Nada como saber a história da região antes de ligar sequer o detector! Ir para uma zona apenas porque está limpinha de mato e não há muitos mosquitos normalmente acaba em desapontamento. Os melhores achados fi-los nos sítios mais estranhos. Basta olhar à volta e esquecer as “decorações”(mato e afins). O terreno é basicamente o mesmo. “Raios! Estou cansado. Ora, onde me vou eu sentar para descansar e largar umas moeditas para aquele gajo vir daqui a uns séculos desenterrar?” (A frase soa um pouco estranha, mas é uma das coisas a que olho quando saio para o terreno).
Seria engraçado criar um tópico onde cada um colocasse os seus “segredos do ofício”… Há coisas que não vêm nos “manuais” e que cada um descobre por si com as saídas e ao tomar atenção na área envolvente de certo tipo de achados… Eu, por exemplo, acabo de descobrir que a Vodka faz de mim um tagarela que diz mais do que deve…”
