Alcoa
Na demanda por paz e sossego
Num Domingo como tantos outros
Procuramos um cantinho aprazível
Eis-nos então no Parque Verde
Percorrendo a beira do Alcoa
Em busca de um lugar disponível
A árvore na margem abrigada
Torna-se o refúgio perfeito
Para fugir do calor sufocante
A minha filha desenha, animada
E eu, com o ar fresco me deleito
Sentados na erva verdejante
O marulhar da água que desce o rio
Serpenteando por entre as rochas
Murmura uma canção de embalar
Acalmando a inquietude da alma
Com as novidades da nascente
Que serão entregues no distante mar
Fascinado, o olhar fica cativo
Do espelho irrequieto que desliza
Caótico, no regato que as águas comem
Corre, corre sereno e cristalino
Antes da corrupção da tua pureza
Ao passar pelo território do Homem
…
“Alcoa”
António Eryx Santos
11:02/26-05-2024
Parque Verde – Alcobaça
