Saída 31Out2015
Para abrir o apetite… E agora, a conclusão!
1ª Publicação: Fórum “Prospectores de Portugal”, em 31Out2015.
URL: http://www.prospectordemetal.com/t8255-saida-31out2015-para-abrir-o-apetite-e-agora-a-conclusao
2ª Publicação: “Diário de um Detectorista Azarado”, em 17Mar2016.
URL: [RIP] https://eryxblog.wordpress.com/2016/03/17/saida-31out2015-para-abrir-o-apetite-e-agora-a-conclusao/
Finalmente sei o que lá está!
Levou um bom bocado, mas o mistério está desfeito.
Tenho que ir daqui a pouco para Rio Maior, mas quando regressar (ainda nem sei se volto hoje), faço o upload das restantes fotos e mostro o que está no fundo daquele buraco.


ADENDA 1: O Exmo. Sr. Luisc lança o desafio do palpite aos outros membros do Fórum. Palpites por ordem: o quadro de uma bicicleta, um velho fogão, tubo da chaminé de um fogão a lenha, pedaço de um andaime, parte de uma alfaia agrícola, um bocado de tubo, um balde de alumínio, a folha de uma motosserra…
Nã, nã, nã… Passaram todos ao lado…
Eu já tinha dito que, na primeira vez que fiz o buraco, vi o que me pareceu um mega-cano, ou algo do género…
Mas, como dizia Jack-o-Estripador: “Vamos por partes.”
Levantei-me às 7 da matina e, depois de um ligeiro pequeno-almoço, lá me pus a caminho. Nem precisam de saber que fui ao banheiro antes disso, senão já seriam detalhes a mais.
Deixei o carro o mais próximo que me foi possível e ainda assim foi um esticão para lá chegar. Mas adiantei-me…
Assim que saio do carro, uns metros à frente, já dentro do pinhal, vejo mais uma daquelas “bruxarias”, nas quais tanto gosto de tropeçar. Especialmente nas deste tipo…

“Isto promete!”, pensei eu enquanto fotografava aquele aparato, para depois “abafar” as 7 moeditas de 10 cêntimos que estavam em redor. Para os mais curiosos quanto ao conteúdo do papelito, tem apenas 3 palavras. Justiça, Saúde (se bem que lá não tem acento) e Dinheiro. Quanto à parte do dinheiro, até que acertaram, mas acho que aquilo não foi feito com a intenção de me dar “trabalho” logo de manhã… A Saúde devia ser a propósito do exercício que ia fazer em breve. E a Justiça… Bem, fez-se justiça.
Como só liguei o detector quando cheguei à zona do item mistério, vou saltar a parte do buraco…
Deixo-vos com uma foto para se distraírem…

Acho que este não podem lamber para apanhar uma “moca”…
Depois de cavar um pequeno buraco, lá segui com a minha vidinha…
Sinal aqui, sinal ali, sinal acolá… Seja, lixo aqui, moeda ali, coisa acolá…
Para zonas que já tinha corrido com o EuroAce, o sacana do Racer até que não se saiu mal… Mas em termos de pinpoint, o Ace é bem melhor.
O Real Preto já foi ao bico do fogão para poder ser endireitado e ficou “mui bueno”.
Ora, como no último post tinha referido munições “live”, lá calhou outra… (porque é que eu não falo em potes e coisas engraçadas do género, para ver se me calha uma coisa dessas na saída seguinte??? É como digo, a culpa é do governo…)
E agora, a conclusão.
Custou a cavar? Yep!
É ferro? Yep!
Cavei tudo? Cruzes, credo! Nem pensar! Acho que aquilo deve ter quase dois metros de comprimento!
É um quadro de uma bicicleta, um fogão velho, o tubo de uma chaminé, um bocado de alfaia agrícola, mais um tubo, um balde de alumínio ou uma folha de uma motosserra? Nop!
Não vou comentar nem revelar a quem quer que seja a localização. Basta dizer que voltei a cobrir com terra.

Esta já tinham visto. Agora a sequência…

O que acham que é? Se for aquilo que estão a pensar, acertaram!
Um abraço.
ADENDA 2: Após ter recebido uma mensagem, digamos, estranha…
“Bem, aquilo é uma “coisa grande em ferro”!
Voltei a tapar o “buraquinho” e lá deve ficar mais uns séculos, ou até a legislação medieval/portuguesa em relação ao hobby do detectorismo ser alterada para algo mais próximo do inglês, e não do ugandês. Quando, e se, isso acontecer, serei o primeiro a dar as coordenadas da “coisa grande em ferro” a quem de direito.
Ainda a minha senhora, muito ingenuamente, me sugeriu: “Porque não vais ao museu dizer o que encontraste?” Resposta pronta: “Pois! Vou lá e digo, “Olhe, estava a passear no pinhal e encontrei uma “coisa grande em ferro” enterrada a quase um metro de profundidade. Importa-se de ir lá ver? E traga uma pá grande!”.” Há coisas que pura e simplesmente não funcionam como deviam…
E, de entre as mensagens privadas que tinha a aguardar-me esta tarde, estava lá uma que, se não tivesse olhado para o remetente, ainda pensava que era do Statler ou do Waldorf… (Vejam no Youtube “Statler and Waldorf”).
Mas porque me haveria eu de preocupar com um buraco? Ao contrário de algumas pessoas que conheço, tenho o hábito de tapar os buracos que faço, além de recolher aquilo que designamos por “lixo” (já me basta ter que o desenterrar uma vez!). E o buraco nem era muito grande! Já vi maiores no cemitério!
Não se trata de dar má imagem aos detectoristas, por alguém postar “um buraco”. Nem de dar lenha para quem os apelida de saqueadores. Na minha Bíblia, saqueador é quem mete a pá em zona classificada, histórica ou, como já vi fazer, bem encostado às muralhas de um castelo! Aquilo fica a milhas de qualquer zona classificada/protegida ou o que quer que seja. O mais interessante por ali são as pinhas! E um ou outro cogumelo que começa a abrir o chapéu…
A atitude do detectorista vê-se no rasto que deixa, ou na ausência do mesmo! Considero ser um detectorista sério aquele que, mesmo não fazendo “bons achados”, deixa poucos vestígios da sua passagem, ao invés de ter resmas de coisas boas e deixar tudo cheio de buracos por tapar e lixo, que dantes estava enterrado, à superfície. E se o enterra de novo, é mau “companheiro” dos outros detectoristas, porque eventualmente alguém vai desenterrar aquela m*rda outra vez…
E, como já disse anteriormente, encontrei aquilo e aquilo lá ficou. Além de provavelmente ser mais pesado que qualquer um dos concorrentes do Badocha Pesado (Ou é Peso? Estou confuso…), o que ia eu fazer com aquilo? Pôr à entrada do prédio? Por isso lá ficou e deve ficar por muitos e bons anos…
Éh pá, comecei animado e acabei azedo…
Sobre a “coisa grande em ferro” é a minha última palavra!
Um abraço malta! E boas saídas!”
